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PMIs de outubro revelam contraste: indústria do Brasil em desaceleração e EUA em expansão

Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) - Foto: Ricardo Stuckert/PR Um alerta econômico divulgado pela Federação das I...

Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) - Foto: Ricardo Stuckert/PR
Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um alerta econômico divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) nesta segunda-feira (3) expõe um "contraste crescente" entre as economias do Brasil e dos Estados Unidos. O relatório baseia-se nos dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global, que para outubro reforçaram os "sinais de desaceleração doméstica e resiliência da atividade norte-americana".

O documento da FIEG detalha que, no Brasil, o PMI industrial avançou levemente de 46,5 pontos em setembro para 48,2 em outubro. Contudo, apesar da melhora, o índice permanece abaixo da marca de 50 pontos, que separa expansão de contração. Esta é, segundo dados de mercado, a sexta contração mensal consecutiva registrada pelo indicador.

A S&P Global, citada no relatório da FIEG, destacou que "tanto a produção quanto os novos pedidos continuam em queda", embora em um ritmo mais brando. O quadro geral, segundo a análise da federação, "sugere uma atividade em franca desaceleração, com estoques elevados, retração no emprego e pressão sobre margens".

Esse cenário de pessimismo na indústria brasileira é corroborado por outras análises recentes, como o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV), que também registrou queda em outubro, marcando o sétimo recuo no ano e refletindo a preocupação dos empresários com o alto nível de estoques e a fraca demanda interna.

Cenário oposto nos EUA

Enquanto a indústria brasileira luta contra a contração, nos Estados Unidos o movimento é inverso. O PMI industrial norte-americano subiu para 52,2 pontos em outubro, atingindo o "maior nível em 20 meses". A expansão, segundo a FIEG, foi "sustentada pelo crescimento robusto de novos pedidos e aumento do volume de produção".

A S&P Global observou que a economia americana "mantém um ritmo sólido de crescimento, apoiado pela demanda doméstica".

Impactos e Contexto

A resiliência da economia dos EUA ocorre mesmo em meio a um "enorme apagão de dados" provocado pelo shutdown do governo. Esta força da atividade, agora confirmada pelo PMI, "trazem dúvida sobre os próximos passos da autoridade monetária local" (o Federal Reserve).

O contexto é complexo: embora o Fed tenha promovido um novo corte na taxa de juros na última semana de outubro, a força contínua da economia e da demanda, indicada por dados não-oficiais como o PMI, pode limitar o espaço para novos cortes, um debate que domina as análises financeiras. 

Para o Brasil, o cenário de contração industrial, com "retração no emprego", adiciona pressão sobre a economia doméstica, que já lida com um ambiente de juros elevados para conter a inflação.

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