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Manoel Arruda tem artigo publicado na Folha de São Paulo

O advogado Manoel Arruda, presidente do União Brasil no Distrito Federal, ex-subsecretário da Secretaria de Segurança Pública do DF (governo...

O advogado Manoel Arruda, presidente do União Brasil no Distrito Federal, ex-subsecretário da Secretaria de Segurança Pública do DF (governo Ibaneis Rocha, 2020–2021) e ex-assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (governo Jair Bolsonaro, 2021), teve artigo de opinião publicado no jornal Folha de S. Paulo, com o título "A União ainda não assumiu seu dever contra o crime organizado"



No texto, Arruda critica a omissão do governo federal no combate ao crime organizado e defende um pacto nacional pela aplicação efetiva da lei, sem ideologias ou discursos vazios. Ele destaca que o país precisa de inteligência, tecnologia e cooperação real para enfrentar as facções criminosas e que "vitória não se mede só por armas apreendidas, mas por impedir a recomposição de pessoal, logística e caixa das facções".

Confira a íntegra do artigo publicado na Folha de S. Paulo:


A União ainda não assumiu seu dever contra o crime organizado

Governo federal empurra a conta para os estados; ninguém mais aguenta a discussão vazia entre esquerda e direita que não entrega resultado na rua

Por Manoel Arruda
Advogado, presidente do União Brasil (DF); ex-subsecretário da Secretaria de Segurança Pública (governo Ibaneis Rocha, 2020–21) e ex-assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (governo Jair Bolsonaro, 2021)

A megaoperação contra o Comando Vermelho na Penha e no Alemão mostrou que, quando o Estado usa inteligência e força, o crime recua. Também expôs o que Brasília evita encarar. O governo federal segue empurrando a conta para os estados, enquanto facções operam como rede transnacional, abastecida por fronteiras porosas e dinheiro que circula em velocidade digital.

A Constituição é clara. O artigo 144 estabelece que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Esse mandamento não autoriza omissão federal. Se facções cruzam fronteiras, usam rotas federais, lavam dinheiro em estruturas sofisticadas e mantêm comando a partir de presídios, a União deve atuar de forma contínua e efetiva.

Chega de slogans. O país precisa de presença. A operação no Rio teve méritos: integração de forças, apreensão de armamentos e neutralização de quadros do crime. Agora é imperativo blindar o resultado com transparência. Laudos céleres, cadeia de custódia preservada, identificação e direcionamento dos corpos apreendidos por morfologia e DNA. A guerra ao crime é bom negócio e responsabilidade dos omissos.

Vitória não se mede só por armas apreendidas; é impedir a recomposição de pessoal, logística e caixa das facções. Cabe à União vigiar fronteiras com tecnologia, integrar Polícia Federal, Receita e Banco Central para rastrear e bloquear fluxos, reforçar cooperação internacional, cortar comunicações nos presídios e agir com leis firmes; sem isso, a facção volta ao ponto de partida no dia seguinte.

Também é hora de mudar a cultura da omissão e da disputa de narrativas. A população quer segurança, trabalhar, ir e vir, não discurso vazio entre esquerda e direita que não entrega resultado na rua.

O pacote anunciado pelo governo federal pode ser robusto no papel, mas está longe de ser factual. O país já viu textos duros virarem enfeite enquanto armas e drogas entram pelas fronteiras e dinheiro sujo circula sem rastreio. Não adianta prender se o Estado não fecha as portas por onde o crime entra e não corta o oxigênio financeiro que o sustenta. Sem inteligência, tecnologia e cooperação, a lei não sai do anúncio.

É necessário um pacto de aplicação da lei. Executivo e Judiciário precisam alinhar um padrão que não relativize responsabilidade penal. Nada de conchavos. Nada de desculpas ideológicas que tratem bandido como produto inevitável de injustiça social. Traficante é agente econômico do crime. Usuário não é inocente operacional.

O Rio exigiu de seus policiais o que se costuma exigir de heróis. Eles atuaram. Cabe ao Estado garantir proteção jurídica e material para quem vive na linha de frente. Cabe à União assumir o seu e o país transformar resultados pontuais em políticas permanentes. Segurança é dever e responsabilidade de todos. A Constituição já apontou o caminho. Falta ao governo federal percorrê-lo com coragem e resultado.


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