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Etanol de milho impulsiona nova geografia de biocombustíveis, mas setor busca saídas para excesso de oferta

Balsas (MA), 12/10/2025 – A biorefinaria da Inpasa, especializada na produção de etanol e óleos vegetais a partir do milho. Foto: Fernando F...

Balsas (MA), 12/10/2025 – A biorefinaria da Inpasa, especializada na produção de etanol e óleos vegetais a partir do milho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Balsas (MA), 12/10/2025 – A biorefinaria da Inpasa, especializada na produção de etanol e óleos vegetais a partir do milho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em meio a um cenário de expansão recorde na produção de etanol de milho, o setor sucroenergético brasileiro discute estratégias para evitar uma "guerra de preços" e garantir a rentabilidade da cadeia. Um novo plano, detalhado em alerta da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), propõe direcionar 8 bilhões de litros de etanol para estados onde o biocombustível ainda não é competitivo, visando preservar até R$ 15 bilhões em receita anual para a indústria.

A proposta, apresentada por Martinho Seiti Ono, CEO da SCA Brasil, surge em um momento determinante. O avanço das usinas de etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste, está impulsionando a oferta. Veículos de comunicação especializados confirmaram nesta segunda-feira (3) que a oferta de etanol está crescendo mais rápido que o consumo, acendendo um alerta no setor.

Segundo o executivo, a estratégia evitaria uma queda generalizada nos preços no mercado nacional. "Se trabalharmos 8 bilhões de litros com uma política de preço direcionada para ganhar mercado, preservamos 30 bilhões de litros com melhor remuneração, o que deixaria R$ 15 bilhões de receita incremental para o setor", explicou Ono durante o 17º Conexão SCA Brasil.

O plano prevê uma estratégia regionalizada de preços, que poderia reduzir o valor médio do litro em cerca de R$ 0,50 sobre o volume nacional, estimulando o consumo em regiões com baixa participação sem comprometer as margens em mercados já consolidados.

O Desafio da Distribuição

O diagnóstico da SCA Brasil, presente no alerta da FIEG, aponta uma forte concentração de mercado: seis estados respondem por 81% das vendas de etanol hidratado do país. Enquanto isso, os outros 21 estados, que detêm 41% da frota de veículos flex, consomem apenas 19% do biocombustível.

Na prática, como reportado pelo Agro Estadão, a ausência física do etanol nas bombas em muitas regiões impede a consolidação de novos mercados. "Precisamos incorporar a cultura do etanol em novas regiões", defendeu Ono, que também afirmou àquela publicação que "se a Bahia, o Rio de Janeiro ou o Rio Grande do Sul tivessem uma paridade de 65% [em relação à gasolina], poderíamos dobrar o consumo de etanol nesses mercados".

A "Democratização" pelo Milho e os Impactos em Goiás

A expansão do etanol de milho é vista como a principal ferramenta para essa nova geografia dos biocombustíveis. "A pujança do etanol de milho é uma realidade. O milho vai democratizar a expansão do etanol no Brasil", concluiu Ono no evento.

Essa expansão é confirmada por dados de mercado. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) projeta um crescimento de 20% na produção para a safra 2025/26. O biocombustível já representa mais de 22% da produção total nacional. Impulsionando essa alta, o setor tem investimentos anunciados que somam R$ 23 bilhões em novos projetos e ampliações de usinas.

Para Goiás, segundo maior produtor de cana-de-açúcar do país e um polo crescente de produção de milho, a proposta tem fortes implicações. O estado, que já vê investimentos sendo direcionados para o setor, como o recente financiamento do BNDES para a Neomille, poderia se beneficiar da abertura de novos mercados, estimulando investimentos em capacidade produtiva, logística e armazenagem.

Contudo, a FIEG alerta para os riscos. A viabilidade da expansão depende de uma integração entre política tributária e logística regional. Sem uma coordenação tributária adequada, uma redistribuição da oferta poderia pressionar as margens regionais e elevar custos de transporte, afetando a competitividade do polo goiano.

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