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IBC-Br confirma análise da FIEG e atesta desaceleração da economia

Previsão de retração era de 0,7% até esta manhã; Queda real ficou em 0,9% no 3º trimestre

Belém (PA), 17/11/2025 - O vice-presidente da república, Geraldo Alckmin fala em coletiva de imprensa na COP30, sobre consulta pública para descarbonização da indústria e programa Coopera + Amazônia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Belém (PA), 17/11/2025 - O vice-presidente da república, Geraldo Alckmin fala em coletiva de imprensa na COP30, sobre consulta pública para descarbonização da indústria e programa Coopera + Amazônia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Queda na indústria e no varejo, apesar da alta em serviços, impactam resultado trimestral


A atividade econômica brasileira apresentou uma contração de 0,2% em setembro, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgados nesta segunda-feira (17). O resultado confirmou a tendência de perda de ritmo prevista pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG). No acumulado do terceiro trimestre (julho a setembro), a redução registrada foi de 0,9%.

A análise da FIEG, divulgada na manhã de hoje, já projetava uma queda de 0,7% para o trimestre, indicando que a força do setor de serviços (em máxima histórica) não seria suficiente para compensar os recuos no comércio varejista (-0,3%) e na produção industrial (-0,4%). O resultado oficial de -0,9% veio ligeiramente pior que a expectativa da FIEG (que apontava -0,7%), reforçando o cenário de desaceleração.

Cenário de juros e inflação

O IBC-Br é um indicador crucial que ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. A desaceleração da atividade econômica ocorre em um momento complexo para a inflação.

Apesar da queda na conta de luz ter ajudado o IPCA (inflação oficial) a registrar o menor índice para outubro desde 1998 (0,09%), o acumulado em 12 meses ainda está em 4,68%. Este valor, embora seja o primeiro abaixo de 5% em oito meses, segue acima do teto da meta (4,5%).

Impactos para a indústria e análise do BC

Para o segmento industrial o cenário é desafiador. A manutenção da Selic em 15% — o maior nível desde julho de 2006 — encarece o crédito e desestimula investimentos. Em nota, o Banco Central informou que, apesar da desaceleração, a inflação acima da meta e um ambiente externo incerto (especialmente devido à política econômica dos EUA) indicam que os juros devem continuar altos por bastante tempo.

Este cenário corrobora as preocupações da indústria, que aponta a elevada carga tributária e os juros altos como principais entraves, afetando o caixa das empresas e enfraquecendo a demanda interna. O documento da FIEG também ressalta o cenário externo adverso, com a China enfrentando pressões deflacionárias e o Japão registrando queda no PIB, fatores que diminuem a demanda global.

Outros dados e metodologia

Apesar da queda mensal e trimestral, o IBC-Br ainda mostra números positivos em outras comparações. Na comparação com setembro de 2024, houve alta de 4,9%. No acumulado do ano, o indicador está positivo em 14,2% e, em 12 meses, registra alta de 13,5%.

O Banco Central ressalta que o IBC-Br "não é exatamente uma prévia do PIB", pois usa metodologia diferente do cálculo oficial do Produto Interno Bruto (PIB), que é medido pelo IBGE. O PIB, puxado por serviços e indústria, havia crescido 0,4% no segundo trimestre deste ano.

Contexto econômico

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a pequena indústria, por exemplo, revelou uma piora tanto no desempenho quanto na situação financeira das empresas no terceiro trimestre. Segundo o relatório da CNI, os principais entraves para o setor continuam sendo a elevada carga tributária e a taxa de juros elevada, que afetam o caixa, dificultam o acesso ao crédito e enfraquecem a demanda interna.

Este cenário de juros altos e demanda interna insuficiente freia os investimentos e coloca um teto no crescimento, um sentimento que tem sido ecoado por diversas federações industriais.

A análise da FIEG também destaca um ambiente internacional desfavorável, que se soma aos desafios internos. A economia da China segue enfrentando pressões deflacionárias, sinalizando um crescimento mais fraco, e o Japão registrou uma queda de 1,8% no PIB anualizado no terceiro trimestre. Esses fatores externos reduzem a demanda global e impactam as cadeias produtivas e o comércio exterior brasileiro.

Veja a Live dos resultados do 3º Trimestre de 2025. Este vídeo discute os resultados trimestrais e o desempenho econômico, complementando a análise sobre o cenário industrial e os investimentos no período.


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