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Indústria brasileira rumo à China: CIIE 2025 é palco estratégico para competitividade e reindustrialização

Comitiva brasileira participará da maior feira de importação da China e reforçará oportunidades de negócios e investimentos entre os dois países.

China International Import Expo (@ciieonline / Divulgação)
China International Import Expo (@ciieonline / Divulgação)

CNI, ApexBrasil e FIEMG lideram missão empresarial à maior feira de importação da China


Em um movimento estratégico para fortalecer a indústria nacional e redefinir seu papel na economia global, o Brasil marca presença robusta na 8ª edição da China International Import Expo (CIIE), que ocorre em Xangai no início de novembro. Liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ApexBrasil e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), a delegação brasileira busca ir além da tradicional pauta de commodities, mirando a diversificação das exportações e a atração de investimentos alinhados às metas de reindustrialização do país.

A participação na CIIE, considerada a maior feira de importação do mundo, insere o Brasil em um contexto de intensa competição e oportunidade. A edição de 2025 quebrou recordes, com 4.108 expositores de 155 países e uma área de exibição superior a 430 mil metros quadrados. O evento, que contará com o lançamento de 461 novos produtos, tecnologias e serviços, é uma vitrine importante não apenas para o comércio, mas para o debate sobre a globalização, que será tema central no Fórum Econômico Internacional de Hongqiao, realizado em paralelo.

A Missão: Diversificação e Valor Agregado

A comitiva brasileira, composta por mais de 20 pequenas e médias empresas (PMEs) de seis estados, reflete uma mudança tática. Embora setores tradicionais como mineração e alimentos e bebidas mantenham destaque, a presença de representantes da construção civil e do setor têxtil sinaliza a busca por novos mercados para produtos de maior valor agregado.

O objetivo, segundo a CNI, é estimular parcerias em inovação, sustentabilidade e digitalização industrial. A missão, apoiada pelo recém-inaugurado escritório da CNI em Xangai, incluirá reuniões com executivos chineses e a participação no programa executivo IEL Experience em uma universidade local, focando na cooperação tecnológica.

"A China é o maior parceiro comercial do Brasil e a participação dos empresários brasileiros na CIIE é uma oportunidade concreta de ampliar a presença de produtos nacionais em um dos mercados mais dinâmicos e estratégicos do mundo", afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

BRICS e o Desafio da Balança Comercial

A relação bilateral Brasil-China é a viga mestra do comércio dentro do bloco BRICS. Embora a China seja o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, garantindo superávits consistentes, a pauta exportadora ainda é um desafio: commodities agrícolas, minerais e energéticas representam mais de 70% do total enviado.

Contudo, dados recentes indicam uma virada. O Conselho Empresarial Brasil China (CEBC) aponta que, entre janeiro e setembro de 2025, as exportações da indústria de transformação brasileira para a China cresceram 19,5%, somando US$ 15,7 bilhões. Com isso, a participação de manufaturados na pauta subiu para 20,8% — um avanço determinante para a competitividade industrial.

Paralelamente, o investimento chinês no Brasil tem se diversificado. Em 2024, o Brasil foi o terceiro maior destino global de capital chinês (US$ 4,18 bilhões), com foco crescente em energia renovável, manufaturas e minerais estratégicos. Essa tendência de investimentos, embora menos intensivos em capital, possui alto valor tecnológico, alinhando-se perfeitamente às prioridades de desenvolvimento econômico nacional.

Oportunidades na Nova Economia Chinesa

A própria CIIE sinaliza as novas frentes da economia chinesa, introduzindo temas como a "economia prateada" (voltada para idosos), economia de esportes e consumo digital e de saúde. Para o Brasil, a feira é um laboratório para entender essas demandas e posicionar a indústria além do fornecimento de matérias-primas.

A presença na CIIE 2025 é, portanto, mais do que uma missão comercial; é um movimento fundamental na busca do Brasil por um novo posicionamento na globalização. O sucesso da delegação em transformar networking em contratos de manufaturados e parcerias tecnológicas será um termômetro da capacidade do país em competir na nova configuração da economia mundial e fortalecer a cadeia produtiva dos BRICS.

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