"Inflação do Aluguel" tem deflação de 0,36% em outubro, aponta FGV

Arquivo / EBC - ABr IGP-M recua em outubro, sob influência dos preços agropecuários no índice ao produtor e da energia elétrica no índice ao...

Arquivo / EBC - ABr

IGP-M recua em outubro, sob influência dos preços agropecuários no índice ao produtor e da energia elétrica no índice ao consumidor

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), amplamente conhecido como a "inflação do aluguel" por servir de base para o reajuste de diversos contratos, como os de locação de imóveis, registrou uma queda de 0,36% em outubro. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), representa uma inversão do movimento de setembro, quando o índice havia apresentado alta de 0,42%.

Com essa queda, o IGP-M acumula agora uma deflação de -1,30% no ano de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice apresenta uma leve alta de 0,92%. O cenário é significativamente diferente do observado no mesmo período do ano anterior, já que em outubro de 2024, o índice havia subido 1,52%.


📉 Principais influências para a queda

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o recuo do índice em outubro foi influenciado por dois movimentos principais: a queda nos preços de produtos agropecuários no atacado e a redução nas contas de energia elétrica para o consumidor.

No âmbito do produtor, Dias destaca que o índice foi impactado pela "queda de matérias-primas brutas agropecuárias de peso". Os itens que mais contribuíram para esse movimento descendente no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foram:

  • Leite in natura (-8,14%)
  • Café em grão (-4,45%)
  • Soja em grão (-1,70%)
  • Bovinos (-1,36%)

Já no lado do consumidor, o economista aponta uma "forte desaceleração", influenciada majoritariamente pelo grupo Habitação, que viu sua taxa de variação recuar de 1,14% em setembro para apenas 0,04% em outubro. A principal causa foi a redução nas tarifas de energia elétrica residencial, que caíram 1,78%. Essa redução decorre da mudança da bandeira tarifária, que passou de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1 no período de apuração.


📊 Desempenho dos componentes do IGP-M

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): Foi o principal responsável pela deflação, com uma queda de 0,59%, revertendo a alta de 0,49% em setembro. O estágio das Matérias-Primas Brutas foi o destaque, caindo 1,41%.
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC): Registrou alta de 0,16%, porém desacelerando em relação à taxa de 0,25% do mês anterior.
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): Manteve o ritmo e subiu 0,21%, repetindo exatamente a variação apurada em setembro. Houve uma reversão nos preços de Materiais e Equipamentos (de -0,05% para 0,29%), mas uma forte desaceleração na Mão de Obra (de 0,54% para 0,13%).
Veja o relatório (em pdf) na íntegra.

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