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Desaceleração econômica global pressiona indústria brasileira em meio a quedas nos fretes marítimos

Foto: IMB O alerta econômico emitido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) nesta terça-feira destaca uma contração acentua...

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O alerta econômico emitido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) nesta terça-feira destaca uma contração acentuada na atividade industrial europeia, reforçando sinais de estagnação na economia do continente e desaceleração em gigantes como China e Estados Unidos. Esses indicadores globais, somados à queda expressiva nos custos de frete marítimo, ecoam diretamente no Brasil, onde o PIB já mostra sinais de freada, com impactos no setor industrial e revisões para baixo nas projeções de crescimento, conforme reportagens recentes dos principais veículos de comunicação do país.

De acordo com os dados preliminares dos índices de gerentes de compras (PMI) divulgados pela S&P Global, a Europa enfrenta uma contração industrial em setembro, frustrando as expectativas do mercado e sinalizando uma perda de momentum econômico. 

O alerta da FIEG aponta que essa fraqueza se espalha globalmente, com reflexos no transporte marítimo: os fretes de contêineres de 40 pés de Xangai para Roterdã caíram cerca de 42%, e para Gênova, 34%, entre 7 de agosto e 18 de setembro. Nas rotas transpacíficas para a costa oeste dos EUA, as reduções também foram significativas.

Embora parte dessa correção decorra do aumento na oferta de navios após desvios causados pela crise no Mar Vermelho e antecipações de importações para evitar tarifas, a magnitude das quedas reflete uma demanda global enfraquecida.

No Brasil, essa dinâmica internacional agrava um cenário já desafiador para a economia e a indústria. O Valor Econômico reportou que a economia brasileira reduz a marcha em 2025, com desaceleração levando à queda da inflação e dos juros, mas com panorama benigno para preços de alimentos e bens industriais.

A Folha de S.Paulo destacou que o PIB do segundo trimestre desacelerou para 0,4%, influenciado por juros altos, segundo o IBGE.

Além disso, o Ministério da Fazenda revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB em 2025, de 2,5% para 2,3%, atribuindo o desempenho menor à política monetária restritiva do Banco Central.

O setor industrial sente o peso dessa desaceleração global. O Valor Econômico noticiou que o ritmo da atividade econômica no terceiro trimestre começou mais fraco que o esperado, com expectativa de desaceleração gradual, apesar do mercado de trabalho aquecido.

No primeiro trimestre, o PIB da indústria recuou 0,1%, mantendo a produção abaixo dos níveis de 2013, como informou a Folha.

O Globo apontou que o Brasil caiu do 5º para o 32º lugar entre as economias que mais crescem, com países asiáticos liderando o avanço no segundo trimestre.

 Esses dados corroboram o alerta da FIEG, pois a queda nos fretes marítimos, embora possa reduzir custos logísticos para importadores brasileiros, sinaliza menor demanda externa por commodities e manufaturados, afetando exportações industriais.

O Banco Central, em ata divulgada hoje pelo Globo, reforçou a manutenção da Selic em 15% por um período prolongado, afirmando que a atividade desacelera em ritmo esperado, mas a melhora da inflação ainda é incompatível com a meta.

Analistas consultados pelo Valor alertam para uma freada mais forte no PIB do segundo trimestre que o esperado, com exportações subindo apenas 0,8% e importações caindo 1,7%.

No contexto global, o Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou projeções para o PIB mundial e brasileiro em 2025, prevendo crescimento de 2% para o Brasil após 3,4% em 2024, citando impactos da guerra comercial e demanda externa fraca, como reportado pela IstoÉ Dinheiro.

Especialistas ouvidos pelo Valor indicam que investimentos dos Estados sofrem com a desaceleração das receitas no primeiro semestre, com aumento real de 3,4% em tributos próprios, mas queda de 3,8% em transferências.

No frete marítimo, embora não haja notícias específicas de setembro sobre quedas recentes, o Valor mencionou que o frete cai, mas a logística global segue pressionada em 2025, ecoando tensões no Oriente Médio que elevam custos para o agro brasileiro, conforme o Estadão.

O alerta da FIEG serve como um chamado de atenção para o Brasil, onde a indústria já enfrenta estagnação e o governo ajusta expectativas. Com a economia global perdendo fôlego, o país precisa monitorar de perto os impactos no comércio exterior e na atividade interna para mitigar riscos de uma desaceleração mais profunda.

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