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Imperialismo no "desarranjo" de 2026

 Morte do direito internacional e a "Doutrina Donroe" O ano de 2026 iniciou-se sob o signo da ruptura. O que antes era trata...

Washington/EUA - 06/01/2026 - MUNDO - Presidente Donald Trump diz que a Venezuela concorda em entregar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA. Foto: RS/Fotos Públicas

 Morte do direito internacional e a "Doutrina Donroe"

O ano de 2026 iniciou-se sob o signo da ruptura. O que antes era tratado em fóruns internacionais como "tensão diplomática" transmutou-se, nos primeiros dias de janeiro, em uma demonstração de força bruta que redefine o tabuleiro global. Em sua mais recente análise geopolítica, o historiador Fernando Horta traça um diagnóstico sombrio: o mundo das leis, tratados e da diplomacia multilateral, construído no pós-Segunda Guerra, ruiu definitivamente com a invasão da Venezuela e a captura de Nicolás Maduro pelas forças de elite dos Estados Unidos.

Para Horta, a ação norte-americana em Caracas — ocorrida entre 3 e 4 de janeiro de 2026 — não é um evento isolado, mas o marco inaugural de uma era onde a soberania nacional tornou-se um conceito obsoleto frente ao poder imperial. O historiador argumenta que o governo de Donald Trump resgatou a Doutrina Monroe e a política do Big Stick (Grande Porrete) do século XIX, mas sob uma nova roupagem que analistas já apelidaram de "Doutrina Donroe".

Diferente do imperialismo clássico, esta nova fase é "pessoal e transacional". Como destacam veículos de imprensa internacional e nacional, como a Agência Brasil e o Brasil 247, os EUA não buscam mais a estabilidade institucional, mas o controle direto de recursos estratégicos — como as maiores reservas de petróleo do mundo na Venezuela — para compensar sua incapacidade econômica de enfrentar simultaneamente China e Rússia em todas as frentes globais.

Armadilha digital e a vulnerabilidade brasileira

Um dos pontos mais contundentes da análise de Horta diz respeito ao Brasil. O historiador alerta que o país é "mais vulnerável que a Venezuela" por causa de sua profunda integração às redes digitais controladas pelos Estados Unidos. Em um cenário onde "não há tanque ou míssil que não possa ser desligado digitalmente", a dependência tecnológica brasileira coloca a soberania nacional sob um fio de navalha.

Horta destaca que a ofensiva contra a Venezuela mostra que a localização e a neutralização de lideranças tornaram-se banais para o aparato de inteligência norte-americano. "Se quiserem, sabem onde está o Lula", pontuou o historiador, sugerindo que as eleições de 2026 no Brasil já nascem sob o peso desse novo componente de interferência internacional direta.

A "Bela Adormecida" e a ausência de um projeto nacional

A crítica de Horta estende-se ao front interno. Ele utiliza a metáfora da "Bela Adormecida" para descrever um governo brasileiro que, embora condene a agressão imperialista em notas oficiais junto a outros países da América Latina, parece paralisado e carente de uma "grande estratégia".

Segundo o historiador, o Brasil vive de "pensamento mágico" em sua comunicação e articulação política. Horta defende que o país deveria estar capitalizando sobre o esgotamento do modelo liberal e propondo pautas de vanguarda, como a redução da jornada de trabalho para 30 horas — pauta que, segundo ele, unificaria a classe trabalhadora e criaria um "projeto de nação" real para contrapor o viralatismo das elites locais que celebram a intervenção externa.

Mesa ou menu?

O cenário desenhado por Fernando Horta, em consonância com as análises de consultorias internacionais e veículos especializados, aponta para um 2026 de incerteza máxima. Com o sistema ONU esvaziado e os Estados Unidos agindo como um "estado de exceção global", a regra agora é a força.

Para a América Latina, o recado é urgente: em um mundo que se fragmenta em zonas de influência agressivas, os países que não tiverem um projeto de desenvolvimento soberano e uma defesa cibernética robusta deixarão de estar sentados à mesa de negociações para se tornarem, invariavelmente, o menu das grandes potências.

Assista à análise completa de Fernando Horta no YouTube.

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