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Brasil acelera compra de ouro e se destaca entre os maiores compradores mundiais no fim de 2025

Brasil quebra hiato de 4 anos e aumenta reservas de ouro em 33% em 2025

Brasília (DF), 11/07/2025 - Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 11/07/2025 - Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com aquisição de 11 toneladas apenas em novembro, Banco Central do Brasil consolida estratégia de diversificação de reservas em meio à corrida global pelo metal precioso

O Banco Central do Brasil (BCB) reafirmou sua posição estratégica na gestão das reservas internacionais ao figurar como um dos principais protagonistas globais na compra de ouro no fechamento de 2025. Segundo dados recentes do Conselho Mundial do Ouro (World Gold Council - WGC), o Brasil foi o segundo maior comprador mundial do metal em novembro, adquirindo 11 toneladas, ficando atrás apenas da Polônia, que liderou o mês com um acréscimo de 12 toneladas.

Após um intervalo de quatro anos sem aquisições, o Banco Central do Brasil (BCB) voltou ao mercado de metais preciosos de forma agressiva no final de 2025. Entre setembro e novembro, a autoridade monetária adquiriu 42,8 toneladas de ouro, elevando o estoque físico nacional de 129,6 para 172,4 toneladas — um crescimento de 33% no volume das reservas.

O movimento brasileiro ocorre em um momento de intensa atividade das autoridades monetárias ao redor do globo. Nos primeiros onze meses de 2025, o volume líquido de compras de ouro pelos bancos centrais atingiu 297 toneladas, sinalizando uma busca contínua por ativos de refúgio e proteção contra a volatilidade geopolítica e inflacionária.

Esse movimento ocorre em um cenário de forte valorização: o ouro acumulou alta de 65,2% em 2025, fazendo com que o valor das reservas brasileiras no metal saltasse de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro — um aumento expressivo de 99,15%.

Estratégia de desdolarização e diversificação

A volta do Brasil às compras de ouro, algo que não ocorria desde 2021, faz parte de um movimento estratégico para reduzir a exposição ao dólar americano. Embora a moeda dos EUA continue sendo o principal ativo das reservas internacionais, sua participação vem caindo gradualmente, passando de 86,77% em 2019 para 78,45% em 2024. Atualmente, o ouro já representa cerca de 6,5% do total das reservas brasileiras.

Em novembro de 2025, o volume financeiro total das reservas internacionais do Brasil somou US$ 360,6 bilhões. Além do ouro e do dólar, a cesta de ativos do país é composta por euro, libra esterlina, iene, dólares canadense e australiano, além de direitos especiais de saque junto ao FMI e depósitos no BIS (Banco de Compensações Internacionais).

Cenário global: Polônia, Cazaquistão e Rússia

O Brasil não está sozinho nesta corrida. O Banco Nacional da Polônia lidera o ranking global de 2025, com um incremento de 95 toneladas. O Cazaquistão aparece em seguida, com 49 toneladas. No total, os bancos centrais mundiais adquiriram 297 toneladas líquidas nos primeiros onze meses do ano.

Destaques de novembro/2025:

País Volume Adquirido (ton)
Polônia 12
Brasil 11
Uzbequistão 10
Cazaquistão 8

Outro destaque internacional é a Rússia, que intensificou sua produção e estocagem interna. Segundo o órgão regulador Rosnedr, o acréscimo real nas reservas russas foi de 542 toneladas em 2024, superando o volume de extração (477,6 toneladas), reforçando a tendência de governos buscarem o metal como instrumento de soberania e proteção contra incertezas geopolíticas.

Ouro como porto seguro

Especialistas indicam que a decisão do Banco Central brasileiro reflete a busca por um "porto seguro" em meio à volatilidade global. Com o valor do ouro tendo mais que dobrado nos últimos três anos, o metal se consolida como um ativo essencial para a resiliência financeira nacional, servindo de colchão contra a inflação global e possíveis crises cambiais.

Comparativo das reservas de ouro no Brasil (2025):

Indicador Início de 2025 Novembro de 2025 Variação (%)
Volume Físico (Toneladas) 129,6 t 172,4 t +33%
Valor Financeiro (Bilhões USD) US$ 11,7 bi US$ 23,3 bi +99,15%
Participação nas Reservas Totais - ~6,5% -

Com informações ddo BC, World Gold Council (WGC) e Agências Internacionais

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