Brasília 2026: Leandro Grass propõe nova matriz econômica e "refundação" do DF

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Em uma conjuntura política que já respira os ares das eleições de 2026, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, delineou sua visão para o futuro da capital federal em entrevista recente ao podcast Vozes de Brasília. Conduzido por Fábio de Carvalho e George Medeiros, o episódio 104 trouxe um debate aprofundado sobre a necessidade de "refundar" o Distrito Federal, superando a dependência histórica da administração pública e enfrentando desigualdades sociais que se agravaram nos últimos anos.

Uma nova matriz econômica para o DF

Grass, que também é sociólogo e professor, criticou o modelo econômico atual do DF, ainda excessivamente atrelado aos "contracheques" do funcionalismo público. Em sintonia com dados recentes do IPEDF – que apontaram o setor de serviços e a economia criativa como motores de um crescimento tímido, mas positivo, no primeiro semestre de 2025 – o presidente do Iphan defendeu uma virada de chave para o século XXI.

"Brasília tem vocações que o zoneamento ecológico-econômico indicou e que não foram ativadas", afirmou Grass. Ele propôs o fomento a indústrias de baixo impacto ambiental e alto valor agregado, citando especificamente:

  • Tecnologia e Bioeconomia: Transformar Brasília no "grande parque tecnológico da América Latina", aproveitando a demanda governamental por TI e o potencial das universidades locais.
  • Logística: A falta de integração ferroviária foi apontada como um gargalo. "Brasília não alcançou o trilho", lamentou, defendendo a conexão da capital à malha nacional para consolidá-la como um porto seco no centro do país.
  • Economia Criativa e Turismo: Grass destacou o potencial de Brasília como polo de grandes eventos nacionais e internacionais, um setor que vem mostrando recuperação com iniciativas como o "Nosso Natal 2025", promovido pelo GDF para impulsionar a economia local no fim de ano.

O desafio social e a "cidade encruzilhada"

Um dos pontos mais críticos da entrevista foi a análise sobre o aumento da população em situação de rua, que segundo Grass cresceu cerca de 20% em três anos. O ex-deputado distrital condenou soluções simplistas ou higienistas, defendendo uma abordagem integrada que una habitação, emprego e tratamento de saúde mental.

"Brasília está numa encruzilhada: ou a gente se transforma numa cidade qualquer, ou a gente resgata o sonho da capital", alertou. Para ele, esse resgate passa obrigatoriamente pela mobilidade urbana, criticando o modelo rodoviarista que privilegia o transporte individual em detrimento de VLTs e metrô, projetos que, segundo ele, "não saíram do papel" nas gestões recentes.

Cenário 2026: A articulação política

A participação de Grass no podcast ocorre em um momento estratégico. Notícias de novembro de 2025 confirmam que o PT-DF (partido ao qual Grass se filiou em agosto deste ano) fechou questão em torno de seu nome como pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) para 2026.

Durante a conversa, Grass não escondeu o tom de pré-campanha. Relembrou sua trajetória, desde a votação expressiva de 434 mil votos em 2022 – que classificou como uma "vitória política" apesar da derrota eleitoral – até a atual articulação de uma frente ampla progressista. "Ano que vem tem eleição, a gente está aí nesse arranjo", pontuou, sinalizando que a oposição buscará apresentar um projeto robusto para contrapor o grupo político do atual governador Ibaneis Rocha.

Legado no Iphan e reconstrução

Sobre sua gestão à frente do Iphan, iniciada sob a tensão dos ataques de 8 de janeiro de 2023, Grass destacou o caráter de reconstrução institucional e simbólica. Ele enfatizou que o patrimônio não deve ser visto apenas como preservação de pedras e cal, mas como ativo econômico gerador de emprego e renda. O "Pacto pela Preservação" e a retomada de obras emblemáticas, como na Praça dos Três Poderes, foram citados como exemplos de como a cultura pode alavancar o desenvolvimento.

A entrevista ao Vozes de Brasília serviu como um manifesto das intenções de Leandro Grass para 2026. Ao conectar gestão técnica (Iphan) com sensibilidade política (o olhar para as periferias e a educação), ele busca se consolidar como a principal alternativa ao status quo do DF, apostando que o eleitorado brasiliense anseia por uma liderança que combine "conhecimento e escuta".


Para conferir a entrevista completa e a análise detalhada sobre o cenário do DF, assista ao vídeo no YouTube: Entrevista Leandro Grass no Podcast Vozes de Brasília

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