Alcolumbre expõe "apequenamento" do Senado e age como "quarta série" de olho em 2026

Historiador analisa a resistência de Davi Alcolumbre à indicação de Jorge Messias ao STF e aponta cálculos eleitorais perigosos para o futur...

Historiador analisa a resistência de Davi Alcolumbre à indicação de Jorge Messias ao STF e aponta cálculos eleitorais perigosos para o futuro político do país.

Em participação no programa Brasil Agora da TV 247, o historiador Fernando Horta teceu duras críticas à postura do senador Davi Alcolumbre (União-AP) em meio à crise criada em torno da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para Horta, o comportamento do senador reflete um processo de degradação institucional das presidências das casas legislativas e antecipa movimentos calculados para as eleições de 2026.

A "Quarta Série" no Poder

Ao comentar a carta divulgada por Alcolumbre, na qual o senador tenta se defender das tensões que ele mesmo teria fomentado junto ao governo, Horta foi taxativo. Segundo o historiador, os cargos de presidente da Câmara e do Senado "se apequenaram nas últimas décadas". Ele comparou a atual dinâmica de poder a uma relação infantilizada:

"Hoje parece que nós temos a quarta série na presidência do Senado e da Câmara. Ou você leva um pirulito e deixa eles quietinhos fazendo o que eles querem, ou eles vão incomodar com toda a força do regimento", disparou Horta.

A análise sugere que a resistência a Jorge Messias não se funda em critérios republicanos ou técnicos, mas sim em uma barganha política explícita, onde a criação de crises artificiais se torna a moeda de troca para obter vantagens imediatas do Executivo.

O Fator 2026 e a Exposição de Alcolumbre

Horta aponta que Alcolumbre acabou se expondo excessivamente ao tentar barrar um nome de confiança do presidente Lula. A manobra, que visava emparedar o governo, acabou revelando a fragilidade de sua própria articulação ao ter que vir a público se justificar.

No horizonte dessa disputa, segundo o historiador, estão as eleições de 2026. A movimentação do "Centrão", liderada por figuras como Alcolumbre, não é apenas sobre cargos atuais, mas sobre o controle da máquina e do orçamento visando a sucessão presidencial. Horta alerta que, ao ceder a essas chantagens (o "pirulito"), o governo corre o risco de fortalecer atores que, lá na frente, poderão ser decisivos para inclinar o tabuleiro político novamente em favor de projetos de direita ou extrema-direita, representados por figuras como Tarcísio de Freitas, caso a institucionalidade continue sendo erodida por interesses paroquiais.

Para o analista, a exposição de Alcolumbre neste episódio demonstra que o governo tem espaço para disputar a narrativa e não deve ficar refém de ameaças que, no fundo, demonstram o desespero de lideranças que temem perder relevância no cenário nacional que se desenha para os próximos anos.


Confira a análise completa no vídeo abaixo:

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