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Sob sombra de escândalo bilionário, Nelson Souza é sabatinado e aprovado em comissão para assumir o BRB

CLDF aprova indicação de Nelson Antônio de Souza para presidência do BRB

CLDF aprova indicação de Nelson Antônio de Souza para presidência do BRB - Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF
CLDF aprova indicação de Nelson Antônio de Souza para presidência do BRB - Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Executivo indicado por Ibaneis Rocha promete "choque de gestão" e foco na liquidez, mas evita comentar detalhes da operação com o Banco Master durante questionamentos na CLDF


Em uma sessão marcada pelo clima de desconfiança gerado pela suspeita de fraude de R$ 12 bilhões nas contas da instituição, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na tarde desta terça-feira (25), a indicação de Nelson Antônio de Souza para a presidência do Banco de Brasília (BRB).

O executivo, que já presidiu a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste, chega ao cargo com a missão de estancar a crise institucional deflagrada pela Operação Compliance Zero, que resultou no afastamento da antiga diretoria e investiga irregularidades na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.

"Zelar pela liquidez" e o risco calculado

Durante a sabatina, transmitida pela TV Câmara Distrital, Nelson Souza adotou um tom técnico e cauteloso. Repetiu diversas vezes que sua prioridade será "zelar pela liquidez" do banco, uma resposta direta aos temores de solvência levantados após a descoberta do rombo bilionário.

Tentando classificar a crise atual como "momentânea", Souza sustentou seu discurso na necessidade de um "choque de gestão", prometendo que todas as operações passarão a seguir controles rígidos de governança.

“Não adianta crescer sem calcular o risco”, declarou o indicado aos distritais, numa crítica velada à gestão anterior, que permitiu a exposição do banco ao maior escândalo de sua história recente.

O silêncio sobre o Banco Master

Apesar do discurso de transparência, o sabatinado esquivou-se de perguntas incisivas sobre os contratos investigados. Questionado por parlamentares da oposição — como Fábio Félix (PSol) e Chico Vigilante (PT) — sobre a legalidade das operações com o Banco Master e a Operação Compliance Zero, Souza utilizou a prerrogativa de ainda não ter tomado posse para não emitir juízo de valor.

Nelson Antônio de Souza, durante a sabatina

“Ainda não assumi” e “não tenho como falar do que não sei” foram frases recorrentes quando o tema tocava as investigações da Polícia Federal. Ele afirmou que só comentará o caso "mais à frente", após ter acesso aos dados internos e à auditoria independente — que, conforme apontado por críticos, só foi contratada após a consumação dos prejuízos.

Ainda assim, ao ser indagado pelo deputado Jorge Vianna (PSD) sobre a natureza desse tipo de negócio, Nelson defendeu, de maneira genérica, o mercado de compra e venda de carteiras bancárias, afirmando que tais operações são "normais" e "comuns" no setor financeiro, evitando criticar os termos específicos do contrato sob suspeita.

Política e Independência

Um dos pontos altos da transmissão foi o debate sobre a ingerência política. Nelson Souza, indicado diretamente pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), foi pressionado a explicar como lidaria com pressões externas. O executivo garantiu que saberá "separar gestão de indicações partidárias", embora não tenha escondido suas boas relações com figuras de peso do cenário nacional e do Piauí, seu estado de origem, citando nominalmente o senador Ciro Nogueira e o ministro Wellington Dias.


Ele reforçou, contudo, que sua escolha foi uma decisão técnica do governador para reorganizar a instituição. O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), chegou a ilustrar o desafio de Souza como "trocar o pneu com o carro em movimento", dada a urgência da situação.

Próximos Passos

Com a aprovação na Ceof, o nome de Nelson Souza segue agora para votação definitiva no plenário da CLDF. O governo corre contra o tempo para garantir a confirmação ainda hoje, buscando dar uma resposta rápida ao mercado e aos correntistas. Se aprovado pelos deputados distritais, o nome passará pelo crivo final do Banco Central antes da posse oficial.

Enquanto a base governista celebra a aprovação como um passo para a "reorganização", a oposição mantém a pressão pela instalação da CPI do BRB, argumentando que a simples troca de comando não isenta a necessidade de investigar a fundo como o banco estatal foi utilizado em operações suspeitas de tamanha magnitude.

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