Recuo no ‘Tarifaço’: Nova ordem dos EUA evita colapso de 726 mil empregos e reaquece indústria nacional

Enquanto líderes globais discutiam o futuro do planeta na COP30 o presidente Donald Trump recebia o astro do futebol Cristiano Ronaldo no Sa...

**Washington, D.C. — 18 de novembro de 2025.** Enquanto líderes globais discutiam o futuro do planeta na COP30, evento que contou com a notória ausência dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump recebia o astro do futebol Cristiano Ronaldo no Salão Oval. Na imagem, Trump gesticula durante a conversa, aparentemente mais focado em táticas de jogo do que em assumir compromissos climáticos. O encontro ocorreu poucos dias após a confirmação de que o presidente americano não compareceria à cúpula ambiental, gerando críticas internacionais sobre sua priorização de agendas. Foto: Daniel Torok/WhiteHouse.
Enquanto líderes globais discutiam o futuro do planeta na COP30 o presidente Donald Trump recebia o astro do futebol Cristiano Ronaldo no Salão Oval. (Foto: Daniel Torok/WhiteHouse)

Negociação diplomática reverte sobretaxas de 40% sobre o agronegócio; Dieese aponta mudança de viés pessimista para retomada do crescimento


Uma virada decisiva na política comercial entre Brasil e Estados Unidos trouxe alívio imediato ao mercado nacional nesta sexta-feira (21). Após intensa articulação diplomática do governo federal, a Casa Branca emitiu uma nova ordem executiva na última quinta-feira (20), revertendo parcialmente o "tarifaço" imposto pela administração Trump. A medida, que concede isenções retroativas, é apontada por especialistas como o fiel da balança para salvar mais de 720 mil postos de trabalho que estavam em risco iminente.

O fim da sobretaxa agrícola

A ordem executiva assinada pelo governo norte-americano desmonta parte da barreira tarifária de 40% que havia sido erguida em julho deste ano. O documento estabelece isenção retroativa a 13 de novembro de 2025, beneficiando diretamente o agronegócio brasileiro.

Entre os itens que deixam a lista de sobretaxa e voltam a ter competitividade no mercado americano estão:
  • Café;
  • Laranja e derivados;
  • Abacaxi;
  • Chá;
  • Diversos outros produtos da pauta de exportação agrícola.
A decisão é vista como o primeiro passo para um "encerramento progressivo" das hostilidades comerciais, sinalizando uma abertura de Washington para renegociar os termos com parceiros estratégicos da América Latina.

Para dimensionar o impacto da negociação, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou um estudo detalhando o "pior cenário" — agora evitado. Caso o tarifaço de 50% (soma das taxas base e adicionais) permanecesse inalterado e não houvesse redirecionamento das exportações para outros mercados (como China ou União Europeia), o Brasil enfrentaria um choque recessivo brutal em apenas 12 meses.

Os dados do Dieese projetavam:
  • Desemprego em massa: Eliminação de 726.701 postos de trabalho;
  • Queda nas exportações: Retração de US$ 14,5 bilhões (queda de 35,9%);
  • Impacto fiscal: Perda de R$ 11,01 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 3,31 bilhões na Previdência e FGTS;
  • Contração econômica: Redução de 0,357% do PIB e queda de R$ 14,33 bilhões na massa salarial.
Os setores mais expostos a esse colapso seriam a indústria de transformação, especificamente os segmentos metalúrgico, químico, madeireiro e o setor de vestuário e calçados.

Com a reversão parcial das tarifas, a narrativa econômica muda drasticamente. Analistas de mercado avaliam que a manutenção dos canais de exportação para os EUA — segundo maior parceiro comercial do Brasil — não apenas preserva a estrutura produtiva atual, mas cria um ambiente de estabilidade para novas contratações.

"O cenário dos empregos em risco se dissipa. As projeções deixam o terreno do pessimismo e passam a apontar para uma retomada da capacidade instalada das indústrias, que agora voltam a ter previsibilidade de demanda," avaliam economistas ouvidos pela reportagem.

A expectativa agora se volta para os próximos passos do governo federal, que busca estender as isenções para os produtos industrializados, visando blindar totalmente a balança comercial brasileira das flutuações da política externa norte-americana.

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