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Passivo do Banco Master já supera R$ 56 bilhões

Ativos de "Vento": A Contabilidade Criativa - A Anatomia do Colapso: Caso expõe ferida bilionária nas contas do BRB

São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

BRB reage e afirma já ter recuperado R$ 10 bilhões das carteiras investigadas


A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central na última terça-feira (18), expôs um rombo financeiro que já supera a marca de R$ 56 bilhões e colocou o sistema financeiro em alerta. No epicentro político do escândalo, o Banco de Brasília (BRB) — citado pela Polícia Federal como um dos principais destinos de carteiras de crédito sob suspeita — quebrou o silêncio nesta sexta-feira (21) para defender sua solidez e contestar o tamanho de sua exposição ao colapso da instituição paulista.

Enquanto as investigações da "Operação Compliance Zero" apontam que o BRB teria adquirido R$ 12,7 bilhões em carteiras de crédito supostamente fictícias do Master, o banco estatal do Distrito Federal sustenta que a maior parte desse montante já foi saneada.

O Posicionamento do BRB: "Carteiras Substituídas"

Todo o processo de substituição de carteiras e adição de garantias, prática prevista em contrato, foi reportado e acompanhado pelo Banco Central
Segundo a nota do BRB, todo o processo de substituição de carteiras e adição de garantias, prática prevista em contrato, foi reportado e acompanhado pelo Banco Central - Joédson Alves/Agência Brasil

Em nota oficial, o BRB rebateu as inferências de prejuízo bilionário imediato. A instituição informou que, do total de R$ 12,76 bilhões negociados com o Master, mais de R$ 10 bilhões já foram "liquidados ou substituídos".

A defesa do banco público se apoia no argumento de que os contratos previam mecanismos de proteção. "Todo o processo de substituição de carteiras e adição de garantias, previsto em contrato, foi reportado e acompanhado pelo Banco Central", diz a nota.

Sobre o saldo remanescente (a diferença entre os R$ 12,7 bi e os R$ 10 bi recuperados), o BRB afirmou que o valor "não constitui exposição direta ao Banco Master", posicionando-se agora como credor na fila da liquidação extrajudicial para reaver eventuais perdas, assim como outras instituições. O banco informou ainda que reforçou seus controles internos de compliance.

Para afastar rumores de insolvência ou risco aos correntistas do DF, o BRB apresentou seus números de robustez financeira:
  • Ativos Totais: Mais de R$ 80 bilhões.
  • Carteira de Crédito: Mais de R$ 60 bilhões.
  • Lucro Líquido (1º semestre): R$ 518 milhões.
  • Margem Financeira: Superior a R$ 2,3 bilhões.
"As carteiras atuais seguem padrão adequado, e o Banco permanece sólido e colaborando com as autoridades", garantiu a instituição.

Apesar da defesa do BRB, o cenário macro do Banco Master desenhado pelas autoridades é de terra arrasada. A Polícia Federal sustenta que a gestão de Daniel Vorcaro — preso ao tentar embarcar para o exterior — operava um esquema de fraude contábil para inflar balanços.

A fraude consistiria em simular empréstimos (criação de "ativos de vento") para vendê-los a outros bancos, gerando caixa real em troca de papéis sem valor. É justamente a veracidade dessas carteiras compradas pelo BRB que está sob escrutínio. Se o BRB afirma que os ativos foram "substituídos", resta às autoridades verificar a qualidade dos novos ativos que entraram no lugar dos antigos.

FGC e a "Caixa Preta" dos Ativos

Para além da conexão com Brasília, o mercado lida com a realidade dos números do Master. Embora o banco reportasse R$ 63 bilhões em ativos em 2024, auditorias da KPMG e análises de mercado indicam que grande parte desse valor pode ser irrealizável.
  • O Fardo do FGC: O Fundo Garantidor de Créditos estima desembolsar até R$ 49 bilhões para cobrir depósitos de investidores, a maior operação de sua história.
  • Ativos Duvidosos: O balanço do Master era inflado por R$ 19,5 bilhões em fundos sem liquidez e R$ 8,7 bilhões em precatórios de difícil recebimento.
  • Outras Vítimas: Regimes próprios de previdência de servidores (RPPS) e empresas privadas somam quase R$ 3 bilhões em títulos que agora correm risco de calote.
O confronto de narrativas é claro. De um lado, a PF aponta uma fraude sistêmica na origem das carteiras vendidas pelo Master. Do outro, o BRB argumenta que seus mecanismos de defesa contratual funcionaram, mitigando mais de 80% do risco antes da liquidação.

O desfecho dependerá agora da análise técnica do interventor nomeado pelo Banco Central, que terá a missão de abrir a "caixa preta" das carteiras originais e verificar se as substituições citadas pelo BRB foram, de fato, eficazes para blindar o patrimônio público do DF.

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