Arruda detona Ibaneis e Celina no EG News! Saúde sem médico, crime no Plano Piloto, metrô parado. Veja seu legado vs. caos atual.
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| Youtube / Eg News (Divulgação) |
Em entrevista explosiva ao podcast político, Arruda admite erros, mas compara 2.300 obras suas ao colapso de saúde/segurança de hoje
No último sábado, 18 de outubro de 2025, o ex-governador do DF concedeu uma entrevista bombástica ao podcast EG News, apresentado pelo empresário Conrado Caiado ao lado do também empresário Higino França. Foi um bate-papo franco, cheio de críticas afiadas ao governo atual do DF, além de reflexões sobre seu legado e planos para 2026.
Arruda não poupou palavras ao relembrar seu tempo no poder (2007-2009) e contrastá-lo com os 15 anos de "paralisia" no DF. Para quem duvida de seu retorno – especialmente opositores que focam em escândalos passados como a Operação Caixa de Pandora –, ele admitiu erros, como confiar em pessoas erradas e registrar uma doação de R$ 20 mil que virou chantagem.
"Eu errei, fui besta", disse ele, de forma humilde e autocrítica. Mas ele vira o jogo ao enfatizar: "Paguei um preço alto, mas agora estou elegível graças à mudança na Lei da Ficha Limpa".
Arruda fez crítica feroz à saúde pública e compara seus feitos – como a construção do Hospital de Santa Maria com 400 leitos e convênios para atender cidades do Entorno – com o caos atual: "Você vai no posto de saúde, não tem médico, ganha uma pulseirinha colorida e nada de atendimento".
Ele denuncia filas intermináveis para cirurgias (exemplo: uma mulher com endometriose esperando 2 anos) e a falta de remédios, anestesistas e gestão. "Isso é má gestão, politicizada", atira, citando a nomeação de um delegado para o IGESDF como prova de que "a saúde virou caso de polícia". No seu governo? "A saúde funcionava".
Na segurança, o tom ficou emocional. Arruda relata o assassinato de um adolescente de 16 anos a facadas na Asa Sul, perto de sua casa, por um celular. "Podia ser minha filha", emociona-se, comparando à sua própria rotina de levar as filhas à academia por medo.
Ele critica o desmonte de seus 300 postos policiais, o fim da polícia montada (Cosme e Damião) e a "bagunça" causada por deputados interferindo na PM. "No meu tempo, acabamos com isso; hoje, o crime organizado toma conta". Arruda propõe soluções concretas, como chamar policiais da reserva para policiamento comunitário.
Educação e mobilidade também recebem pancadas pesadas. Na educação, ele lamenta o encolhimento de suas 200 escolas integrais para apenas 37 hoje: "Criança chegava às 7h, tomava café, almoçava e ficava até 17h com esportes e inglês". Crítica ao atual: mais professores temporários que concursados, IDEB baixo e desrespeito ao corpo docente.
Para mobilidade e obras, o metrô é o carro-chefe: "Construí o que existe hoje; em 15 anos, nada mais". Ele ataca os subsídios de R$ 3 bilhões anuais às empresas de ônibus – "criminoso, uma caixa de Pandora" – e viadutos que "são a menor distância entre dois engarrafamentos".
Compara: no seu mandato, zero subsídio e expansão até Ceilândia; hoje, obras demoram mais que a construção de Brasília por JK. "Brasília parou no tempo", resume, propondo novas linhas de metrô para Gama, Santa Maria e Entorno.
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| Arruda admite erros, mas compara 2.300 obras suas ao colapso de saúde/segurança de hoje |
Para Arruda, essas afirmações não são só críticas; são comparações factuais que destacam o "projeto de poder" de Ibaneis e Celina, sem visão para o futuro. Arruda os coloca no mesmo balaio que Agnelo Queiroz e Rollemberg: "Todos fizeram Brasília regredir".
Arruda chama os brasilienses à reflexão: o atual governo, com alianças questionáveis (como o vice Gustavo Rocha, ligado a Alexandre de Moraes), realmente entrega? Arruda mostra números e memórias positivas, como as 2.300 obras em seu mandato.
O ano de 2025 marca o renascimento de Arruda: saiu do PL em 7 de outubro, negocia com o PSD (de Gilberto Kassab e Paulo Octávio), e pesquisas como a Data Brasil (8-12/out) o colocam com 26,5% das intenções, atrás apenas de Celina Leão (32,2%).
Sua elegibilidade, amparada na LC 219/2025, é contestada pelo MPDFT, mas o STF tende a validar. Aceitar o PSD? Provável, como ele indica durante a entrevista, fortalecendo uma "frente ampla" com nomes como Damares Alves e Izalci Lucas. Isso desequilibra o pleito: ameaça a hegemonia da direita bolsonarista (dividindo votos com Celina, aliada de Michelle Bolsonaro), e prenuncia nova derrota da esquerda (PT/PV de Leandro Grass com só 16,4%). Arruda cresce entre quem lembra suas obras, mas o DF clama por mudança. 2026 será imprevisível – e Arruda pode ser o disruptor.
Não perca: assista à entrevista completa no YouTube do EG News https://www.youtube.com/watch?v=QNrUMyq3oVs. Compartilhe suas impressões nos comentários! Fique ligado no Atualidade Política para mais análises.











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