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Governo avalia reduzir tarifa de etanol dos EUA em troca da retirada de sobretaxas ao café e à carne

Medida pode pressionar preços domésticos, frear investimentos em bioenergia e comprometer o avanço da produção de etanol de milho e sorgo, alerta FIEG

24.05.2024 - Planta de produção de etanol de segunda geração, no Parque de Bioenergia Bonfim. Guariba - SP (Ricardo Stuckert / PR)
24.05.2024 - Planta de produção de etanol de segunda geração, no Parque de Bioenergia Bonfim. Guariba - SP (Ricardo Stuckert / PR)

Proposta foi discutida em conversas recentes entre Lula e Trump mas gera forte resistência de produtores nacionais, que criticam o uso do setor como "moeda de troca"

O governo brasileiro está avaliando uma proposta comercial que pode ter impactos significativos na indústria nacional de biocombustíveis. Em pauta, está a redução da tarifa de importação do etanol proveniente dos Estados Unidos, atualmente fixada em 18%.

A medida, que segundo o Alerta Econômico da FIEG (Federação das Indústrias do Estado de Goiás) desta terça-feira (28/10), foi discutida nas recentes conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, serviria como moeda de troca para que Washington retire as sobretaxas impostas ao café e à carne bovina brasileiras.

A notícia, que repercute nos principais veículos de comunicação do país, acendeu um sinal de alerta no setor produtivo. A proposta enfrenta forte resistência, especialmente dos produtores de etanol do Nordeste, que criticam o uso do segmento como "moeda de troca" em negociações comerciais.

O receio é que a redução do imposto comprometa os avanços recentes da produção nacional, afetando não apenas o tradicional etanol de cana-de-açúcar, mas também os segmentos emergentes de etanol de milho e de sorgo. Estes últimos têm ganhado importância estratégica na diversificação da matriz energética do país.

Atualmente, o Brasil possui uma capacidade instalada de aproximadamente 42 bilhões de litros de etanol por ano, com uma produção efetiva próxima de 37 bilhões de litros. Cerca de 80% desse total é consumido internamente, sendo um pilar do programa de biocombustíveis e da estratégia de transição energética nacional.

Especialistas consultados no documento advertem para os riscos de uma concorrência direta com o produto importado, que poderia chegar mais barato.

A entrada de etanol importado mais barato poderia pressionar os preços domésticos, reduzir margens das usinas nacionais e frear novos investimentos em bioenergia. ... A medida, se implementada, colocaria em risco um dos setores mais estratégicos para o cumprimento das metas de descarbonização e para a mudança da matriz energética mundial.

Enquanto o agronegócio exportador de café e carne vê uma oportunidade para reverter as sobretaxas impostas por Washington, a indústria de bioenergia teme um freio em seu desenvolvimento, justamente quando o país busca se consolidar como referência global em combustíveis de baixo carbono.

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