Avanço da direita nas Instituições

Artigo de Fernando Horta analisa clubes de futebol como espelho da política gaúcha: tensões entre elites, radicalização direitista e lições para 2026.

Futebol e poder: Horta compara disputas no Grêmio a transformações no Rio Grande do Sul, destacando elites novas vs. velhas e riscos autoritários para o eleitorado em 2026. (Lucas Uebel/Gremio FBPA)
Futebol e poder: Horta compara disputas no Grêmio a transformações no Rio Grande do Sul, destacando elites novas vs. velhas e riscos autoritários para o eleitorado em 2026. (Lucas Uebel/Gremio FBPA)

O futebol como espelho da política e as lições para 2026

O historiador Fernando Horta, doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e consultor da ONU/PNUD para transformações digitais, publicou recentemente um artigo que utiliza o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense como um microcosmo para analisar as disputas de poder no Rio Grande do Sul. No texto, intitulado "Futebol e política: o Grêmio como microcosmo da disputa de poder no Rio Grande do Sul", Horta argumenta que os clubes de futebol refletem dinâmicas políticas maiores, incluindo o avanço de grupos de direita sobre instituições tradicionais.

Essa análise, segundo o autor, ajuda a entender como tais movimentos influenciam o comportamento do eleitorado rumo às eleições de 2026, com base na teoria de Robert Putnam sobre cultura política. A seguir, relacionamos os principais pontos do artigo a reportagens recentes em veículos brasileiros, que ilustram o recado de Horta sobre a radicalização, o ressentimento e as tensões entre elites.

Clubes de futebol como microssistemas políticos

Horta inicia sua análise comparando os clubes de futebol a sistemas políticos em miniatura, com eleições, financiamentos complexos e práticas como compra de votos e manipulação de cadastros – vícios que ecoam a política institucional. Ele cita Putnam para enfatizar que a cultura política não separa o esportivo do público, moldando comportamentos que se transferem para outras esferas.

Essa visão é ilustrada por coberturas recentes sobre as eleições no Grêmio. Em setembro de 2025, o ge.globo.com reportou que o empresário Marcelo Marques retirou sua candidatura à presidência do clube pela segunda vez, em meio a uma campanha marcada por investimentos milionários e acusações de estratégias controversas, como a massificação de sócios14.

A CNN Brasil destacou a reviravolta, notando como as disputas mobilizam recursos e redes sociais, ecoando as "campanhas eleitorais suntuosas" mencionadas por Horta12. Já o GaúchaZH relatou a maior votação da história do clube, com chapas como a de Celso Rigo e Marcelo Marques elegendo conselheiros, mas em um contexto de denúncias e polarização que reflete os "vícios da política institucional"15. Esses episódios mostram como o clube serve de laboratório para padrões de comportamento que, segundo Horta, naturalizam clientelismo e podem influenciar eleitores em 2026, fomentando uma cultura de desconfiança nas instituições.

Velhas e novas elites: tensões no Grêmio e no Rio Grande do Sul

O artigo destaca o embate entre elites tradicionais do Grêmio – ligadas a famílias históricas – e "novos ricos" do agronegócio e finanças, exemplificado pela candidatura de Marcelo Marques. Horta vê nisso um paralelo com a transformação econômica do RS, marcado por desindustrialização e perda de poder das antigas burguesias.

Notícias corroboram essa tensão. O Terra.com.br noticiou que, após a desistência de Marques, o empresário Pedro Brair (dono de farmácias) emergiu como nome forte, representando uma lógica financeirizada que desafia as "famílias históricas"11. O Correio do Povo reportou que Marques saiu de cena sem apoiar ninguém, em meio a acusações de falta de "tradição" – um discurso de preservação de poder que Horta critica16

No âmbito estadual, o Sul21 analisou como a desindustrialização reduziu a liderança das elites gaúchas, com ideologias dominantes aprofundando a crise fiscal e o ressentimento20. O Brasil de Fato conectou isso à união de elites rentistas desde 2015, acelerando a perda de centralidade econômica do RS25. Essas reportagens ilustram como a frustração econômica alimenta disputas que, para Horta, radicalizam o eleitorado, preparando o terreno para candidatos autoritários em 2026.

Radicalização da extrema direita: capitalismo, fascismo e ressentimento

Horta identifica três traços da radicalização direitista no futebol sulista: defesa das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) como panaceia neoliberal; um fascismo "anti-sistema" que capitaliza iniquidades; e um ressentimento vitimista, como queixas sobre arbitragem e marginalização federativa. Veículos como o ge.globo.com e o Poder360 relataram que o Grêmio estuda, mas afasta o modelo de SAF, com candidatos à presidência contrários à transformação em empresa privada – uma resistência que Horta vê como reação à mercantilização12.

O GaúchaZH reuniu opiniões de pré-candidatos, destacando o tema polêmico que ignora a "expropriação do patrimônio simbólico"3. Sobre o fascismo anti-sistema, o UOL Esporte lembrou times com torcidas de extrema-direita, enquanto o Brasil de Fato analisou como a direita canaliza frustrações para soluções autoritárias no futebol e na política3132.

O ressentimento aparece em coberturas como a do Instagram sobre "selvageria contra arbitragem" no RS e áudios do VAR divulgados pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), reforçando a narrativa de prejuízos sistemáticos aos clubes sulistas4042. Esses elementos, segundo Horta, estruturam uma mentalidade vitimista que favorece projetos radicais, influenciando votos em 2026.

Cultura política e antecipação das eleições de 2026

Na conclusão, Horta argumenta que a cultura política unificada – manifestada no futebol – antecipa tendências para 2026, com riscos de autoritarismo e mercantilização.

Reportagens sobre 2026 ecoam isso. A Gazeta do Povo noticiou mobilizações de grupos de direita na sociedade civil, com apoio de Bolsonaro, visando instituições60. O Estadão destacou dissidências regionais no Centrão, cobiçadas por Lula e bolsonarismo, indicando tensões que Horta associa ao ressentimento gaúcho62.

Pesquisas da Quaest e Paraná Pesquisas mostram Lula liderando, mas com empates em cenários de segundo turno contra nomes de direita, sugerindo que frustrações como as do futebol podem radicalizar eleitores6166. O Brasil de Fato alertou para reorganização da extrema-direita até 2026, com jogos de tensão envolvendo figuras como Tarcísio de Freitas65.

O artigo de Horta, publicado no Brasil2470, serve como alerta: ignorar o futebol como mero entretenimento é perder insights sobre dinâmicas que moldam o futuro político. Com o avanço direitista sobre instituições como clubes, o eleitorado gaúcho – e brasileiro – pode naturalizar autoritarismo, impactando 2026.

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