Alimentos "fakes" e seus riscos à saúde

Uma das bebidas mais consumidas do Brasil está colocando a saúde das pessoas em risco devido a adulterações em sua composição - Foto: Tony O...

Uma das bebidas mais consumidas do Brasil está colocando a saúde das pessoas em risco devido a adulterações em sua composição - Foto: Tony Oliveira

Bebidas 'sabor café', apelidadas na internet de 'cafake', são uma mistura de partes do café com impurezas

Por DW Revista

A alta nos preços dos alimentos tem incentivado a proliferação de produtos modificados e mais baratos nas prateleiras dos supermercados. Entre eles, o chamado "café fake" (ou "cafake") e bebidas lácteas que imitam os originais, mas são feitos com ingredientes de baixa qualidade e aditivos químicos. O DW Revista explica como identificar esses produtos, do que são compostos e os riscos que representam, especialmente para crianças e idosos.

Por que os "alimentos fakes" estão se popularizando?

Crises climáticas, especulação do mercado e inflação têm encarecido itens básicos, como café e laticínios. Para manter margens de lucro, a indústria alimentícia recorre a substitutos baratos, como cereais (cevada, milho) no lugar do café puro, ou soro de leite e aromatizantes em bebidas lácteas. Esses produtos são visualmente semelhantes aos originais, mas têm menor valor nutricional e alto teor de aditivos.

Como identificar um produto "fake"?

Segundo a repórter Priscila Carvalho, da DW Brasil, alguns sinais ajudam a diferenciar os falsificados:

  • Café fake: textura muito fina (como farinha) e brilho excessivo. O café solúvel legítimo é derivado 100% do grão torrado, enquanto versões adulteradas trazem misturas com cevada, açúcar e carboidratos.
  • Bebidas lácteas: rótulos com termos como "aromatizado artificialmente" ou "sabor de..." indicam que não são leite ou iogurte verdadeiros. O leite natural vem apenas da glândula mamária, enquanto as versões falsas usam soro, espessantes e corantes.
  • Iogurtes falsos: falta de probióticos (bactérias benéficas) e adição excessiva de açúcares e conservantes.

Riscos à saúde

O consumo frequente desses produtos pode causar:

  • Problemas intestinais (devido à baixa qualidade das fibras e aditivos).
  • Ganho de peso e diabetes (pelo excesso de açúcares ocultos).
  • Alergias e hiperatividade em crianças (corantes como a tartrazina estão ligados a reações alérgicas e distúrbios neurológicos).
  • Doenças cardiovasculares (alto sódio em ultraprocessados).

Alternativas mais saudáveis

Especialistas recomendam:

  • Ler rótulos atentamente, buscando selos de autenticidade (como o da Associação Brasileira da Indústria de Café).
  • Priorizar alimentos frescos e orgânicos, que têm melhor valor nutricional.
  • Comprar a granel (café, leite em pó) para economizar sem sacrificar a qualidade.
  • Evitar produtos com nomes genéricos ("bebida sabor iogurte") e optar por marcas transparentes.

A indústria de alimentos "fakes" cresce na esteira da crise, mas especialistas alertam: o barato pode sair caro para a saúde. Fique atento!

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