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Historiador diz que comportamento de bolsonaristas é "terrorismo doméstico"

Entrevista revela como o bolsonarismo evoluiu para o "terrorismo doméstico" com atos religiosos no comportamento de bolsonaristas.

historiador João Cezar de Castro Rocha fala do comportamento de bolsonaristas

Entrevista revela como o bolsonarismo evoluiu para o "terrorismo doméstico" com atos religiosos

Estudo mostra a linha tênue entre política e psicopatia no comportamento de bolsonaristas


Em uma conversa reveladora da Jornalista Mara Luquet  com o escritor e historiador João Cezar de Castro Rocha, as nuances e os desdobramentos das atitudes extremistas foram minuciosamente analisados, demonstrando como esses comportamentos de bolsonaristas se aproximam perigosamente da psicopatia.

O diálogo, que abordou a evolução do comportamento de bolsonaristas ao longo dos anos e suas mudanças de narrativas para conquistar o poder, teve como ponto de partida o ataque a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e seu filho, ocorrido quando voltavam de Roma.

João Cezar de Castro Rocha, que lança um livro cuja tese já previa o atual cenário, reitera que a extrema direita, sob a liderança de Jair Messias Bolsonaro, foi inicialmente caracterizada por uma guerra cultural. 

Esse movimento se resumia em produzir narrativas binárias e polarizadoras, alimentando o medo e criando inimigos imaginários. Nesse contexto, a retórica do ódio e a radicalização política se tornaram ferramentas lucrativas nas redes sociais.

No entanto, com a chegada da pandemia, essa dinâmica começou a enfrentar uma crise. A realidade da morte, que passou a ter rosto e nome, tornou-se um obstáculo à trivialização da tragédia em disputas narrativas. A partir de então, o comportamento de bolsonaristas abandonou a simples guerra cultural e se converteu em uma forma de vida, assumindo contornos religiosos e existenciais.

Essa guinada para o aspecto religioso trouxe consigo um grave problema: o ungimento de Bolsonaro como figura messiânica. Para os seguidores, ungido não pode ser derrotado em uma eleição, o que torna qualquer derrota eleitoral inconcebível e, muitas vezes, intolerável. 

O comportamento de bolsonaristas, dessa forma, evoluiu para um estado de terrorismo doméstico, apresentando diversos níveis de atuação, desde ações mais clássicas, como manifestações físicas de violência, até o terrorismo digital de deputados que perseguem professores e promovem assédio virtual.

Neste contexto, o ataque contra o ministro Alexandre de Moraes e sua família, assim como ações semelhantes realizadas por bolsonaristas fanáticos, ganham uma dimensão alarmante. João Cezar de Castro Rocha ressalta que é imprescindível que a sociedade leve a sério essa possibilidade e encare o bolsonarismo como uma corrente política incompatível com o convívio democrático.

As revelações do historiador, permeadas de análises profundas sobre o tema, suscitam reflexões acerca dos perigos do fanatismo político e da radicalização ideológica. O Brasil, diante dessas constatações, é desafiado a enfrentar esse cenário com diálogo e compreensão, buscando preservar a democracia e a convivência harmoniosa entre seus cidadãos. Confira a entrevista no My News.

Documentário ‘extremistas.br’ investiga o que levou parte dos brasileiros a defender discursos antidemocráticos

Se você ainda não assistiu ao documentário "extremistas.br", lançado no Globoplay, considere a possibilidade de assistir e aprender mais sobre o assunto. A série em 8 episódios revela de forma contundente como a direita brasileira criou um mundo de ódio e horror para destruir a esquerda, ao mesmo tempo em que lucra com a disseminação da polarização e do terrorismo político.

A série documental explora a engrenagem que conduziu uma minoria ruidosa de eleitores brasileiros ao radicalismo político, rejeitando as regras democráticas e abraçando discursos antidemocráticos e golpistas. Ao acompanhar pesquisadores que monitoram o discurso de ódio nas redes sociais e mostrar o sofrimento das vítimas da violência política, bem como o trabalho de influenciadores digitais extremistas e militantes arrependidos, a série expõe a dimensão sombria dessas práticas. 

A desinformação é apontada como um dos caminhos que levam à radicalização, criando ambientes onde a reflexão e a divergência são silenciadas. Diante do contexto atual, o documentário se torna ainda mais relevante, especialmente após os atos de terrorismo que atingiram as sedes dos Três Poderes da República em Brasília. A produção lança luz sobre um tema crucial para a democracia brasileira e alerta para os perigos do extremismo político.

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