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Dez Sinais De Que A Criança Pode Ter Problemas De Visão

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Miopia, astigmatismo e hipermetropia são as principais causas de deficiência visual que prejudicam o desenvolvimento da garotada


As doenças oculares prejudicam, e muito, a qualidade de vida das crianças. Seja no rendimento escolar ou mesmo na vida social, ter um problema de vista pode ser um empecilho para seu pleno desenvolvimento. Quando os pequenos precisam se esforçar muito para focar uma imagem é fundamental ir a um oftalmologista e averiguar a causa. De acordo com levantamento* do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), os erros de refração (miopia, astigmatismo e hipermetropia, que podem ser hereditários) não retificados são a principal causa de deficiência visual na garotada. E quanto mais cedo o diagnóstico, maior a possibilidade de correção ou tratamento. No mês em que se celebra o Dia da Criança (12/10), o Dia do Professor (15/10) e o Dia Mundial da Visão (14/10), o oftalmopediatra Natanael Abreu, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologia do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo Opty, sugere dez comportamentos que podem indicar que a saúde ocular da criança precisa de cuidados. “A melhor estratégia é prevenir, diagnosticar e tratar a queixa ocular logo no seu início e, por isso, os pais e professores devem estar atentos aos sinais” observa.

A ida ao oftalmologista é necessária se a criança:

1. Pisca ou esfrega os olhos com frequência – O motivo talvez seja erro de refração (miopia, astigmatismo ou hipermetropia), reação à alergia (por diferentes fatores) ou a algum corpo estranho no olho, ou tique por ansiedade, estresse. O ideal é consultar o oftalmopediatra.

2. Fica desatenta às atividades escolares – Crianças com problema de vista costumam perder interesse por atividades em sala de aula, evita ler, desenhar, jogar ou fazer outros projetos que precisam de foco de perto. Elas podem ser sutis sobre isso e não falar sobre o que estão sentido.

3. Tem manchas no branco do olho – Vermelha brilhante sugere hemorragia na conjuntiva (membrana que reveste a parte posterior da pálpebra a parte branca do olho). Provavelmente um vaso se rompeu, normalmente, sem danos maiores. Mancha cinza indica alteração benigna, mas deve ser examinada por oftalmologista. Às vezes, é decorrente de anemia. Mancha marrom geralmente é nevo ou sarda. É mais comum em pessoas com cabelos ou olhos escuros, porque produzem mais melanina. Um nevo por si só não aponta anormalidade, porém a criança deve ser acompanhada por oftalmologista.

4. Tem olhos desalinhados – um olho pode estar fixando para frente, enquanto o outro, para dentro, para fora, cima ou baixo. Assim os olhos não fixam exatamente na mesma direção ao mesmo tempo. Se não for resolvido, há risco de perda de visão no olho com desvio.

5. Olhos dilatados ou pupilas grandes – É comum que as pupilas das crianças pareçam maiores do que as dos adultos, principalmente nos olhos claros expostos à luz natural ou artificial. Certos medicamentos afetam o tamanho da pupila. Por exemplo, os fármacos receitados para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (o TDAH). Se uma pupila parece consistentemente maior do que a outra ou há dúvida, consulte o oftalmopediatra.

6. Desconforto ou coceira – A coceira e/ou desconforto costuma ser condição temporária associada a alergias. Pode ser acompanhada de lacrimejamento e/ou sensação de queimação e/ou pálpebras inchadas. Se a queixa for acompanhada de vermelhidão e secreção pegajosa, desconfie de conjuntivite. Evite que a criança crie o hábito de coçar os olhos, porque isso é prejudicial à córnea e pode produzir ceratocone, alteração grave na visão.

7. Dorme com os olhos abertos – Quando as crianças entram em sono profundo, é comum que seus olhos se abram um pouco e até se movam. Isso geralmente não deve ser motivo de preocupação. Se costumam dormir com os olhos abertos em local com ar condicionado ou ventilador, os olhos podem ficar secos, vermelhos ao acordar. O oftalmologista receita, se necessário, pomada ou colírio para manter os olhos suficientemente úmidos e evitar danos à córnea.

8. Apresenta crosta ou gosma nos olhos – A secreção do olho pode secar nas pálpebras e nos cílios e formar crostas. A inflamação das bordas das pálpebras (blefarite) e nas glândulas sebáceas das pálpebras podem ser o motivo. O entupimento do canal lacrimal também forma crostas. Nesses casos, é preciso consultar o oftalmopediatra.

9. Inclina a cabeça ou cobre um olho – Isso acontece porque a criança sente necessidade de ajustar o ângulo para uma melhor visão. A consulta ao oftalmopediatra vai esclarecer se o comportamento é decorrente de desalinhamento dos olhos, olho preguiçoso (ambliopia) outra disfunção. Inclinar a cabeça também pode ser hábito por erro de refração. Algumas crianças com astigmatismo viram o rosto para o lado para ver com mais clareza.

10. Passa muito tempo diante de telas – Observe se a criança passa horas diante de telas e pouco tempo em ambientes ao ar livre sem exposição à luz solar (nos horários recomendados por pediatras e dermatologistas). Esse hábito prejudica a saúde, inclusive ocular, como, por exemplo, eleva o risco de desenvolver ou agravar miopia. Isso já foi constatado em diferentes estudos internacionais. O mais recente, publicado na revista científica The Lancet, aponta que, com o necessário confinamento na pandemia da Covid-19, crianças e jovens de 5 a 18 anos apresentaram um aumento médio na miopia de 40% entre 2019 e 2020. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem publicação sobre o tema para o público leigo: o “Manual de Orientação #MenosTelas #MaisSaúde”.

Fontes: oftalmopediatra Grupo Opty e Academia Americana de Oftalmologia.

*“As Condições de Saúde Ocular no Brasil 2019” do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).


Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 22 empresas oftalmológicas, e mais de 2300 colaboradores e 750 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF, RJ e SC), no Distrito Federal fazem parte dos associados: Hospital Oftalmológico de Brasília, HOB Taguatinga, HOB Hélio Prates e HOB no Jardim Botânico, Hospital de Olhos INOB, Hospital de Olhos do Gama, resultando em 58 unidades de atendimento em todo o país. Mais informações: www.opty.com.br
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