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Estudo inédito relata frequência da cegueira e visão subnormal no DF

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Catarata e glaucoma são as principais patologias causadoras desses problemas


Brasília, agosto 2021 - Estudo publicado recentemente no site Arquivos Brasileiros de Oftalmologia comprovou que catarata e glaucoma são as principais causas para visão subnormal e cegueira na população do Distrito Federal. O trabalho foi realizado por meio de revisão de prontuários de pacientes com visão subnormal e cegueira de uma fundação de assistência oftalmológica de referência na capital federal, durante os anos de 2016 a 2018. Para ser incluído no estudo, a acuidade visual com correção (AVCC) deveria ser pior que 20/60 no melhor olho na primeira consulta. Dos 3.002 prontuários analisados, foram elegíveis 258 casos de cegueira e deficiência visual, sendo 39,1% dos pacientes homens e 60,9% mulheres. Foram estudadas variáveis como gênero, idade e área de procedência. “Catarata e glaucoma foram as duas causas mais frequentes de visão subnormal e cegueira nos dois olhos. Dos 97 pacientes submetidos a tratamento ocular, sete pacientes (7.2%) não melhoraram a acuidade visual com correção após o procedimento. Todos eles apresentavam glaucoma como sua etiologia primária de cegueira e visão subnormal”, destaca o Dr. Ricardo Yuji Abe, especialista em Glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) – empresa do grupo Opty - um dos coordenadores da pesquisa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza cegueira quando a acuidade visual melhor corrigida (BCVA – sigla em inglês para best-corrected visual acuity) é pior que 1,3 logMAR, no melhor olho. A OMS considera baixa visão ou deficiência visual quando a BCVA fica entre 0,5 e 1,3 logMAR, no melhor olho. Para a conclusão do estudo, os pacientes foram divididos em dois grupos: 86 pacientes que tinham o mesmo BCVA em ambos os olhos e 172 pacientes que tinham BCVAs diferentes. As causas primárias mais frequentes neste último grupo foram catarata (65,7%), glaucoma (6,4%) e opacificação da cápsula posterior (5,8%). “Após o tratamento, 88,7% dos pacientes tiveram melhora da visão em 0,5 logMAR ou melhor. Dos outros 11,3% pacientes, no entanto, 7,2% não apresentaram melhora na BCVA após o procedimento e o restante experimentou piora da BCVA em mais de 0,5 logMAR. Em todos eles, o glaucoma foi a principal causa de deficiência visual”, afirma Yuji Abe.

O oftalmologista ressalta que o trabalho é uma contribuição importante para que se entenda como anda a saúde ocular do brasiliense, já que dados sobre a frequência de cegueira e baixa visão na região Centro-Oeste do Brasil são bem escassos. “Os números encontrados aqui em Brasília corroboram os achados relatados em populações globais”, observa. Nos pacientes investigados no DF, predominou a catarata: 89% tinham mais de 50 anos e 57,91% eram do sexo feminino. Esses resultados são bastante semelhantes ao relatado no Los Angeles Latino Eye Study*, que afirma que 80% das pessoas com deficiência visual em todo o mundo têm 50 anos de idade ou mais, e que as mulheres são as que têm uma evolução muito mais grave da deficiência visual com o avançar da idade. “Vale ressaltar, no entanto, que apesar de ser a causa mais prevalente de deficiência visual, a perda visual por catarata é reversível. Já a alta frequência de deficiência visual irreversível e cegueira em pacientes com glaucoma é uma grande preocupação. A população brasileira está crescendo em número e envelhecendo; assim, o risco de cegueira e deficiência visual pode aumentar ainda mais. Nossos achados destacam a importância do acesso a cuidados oftalmológicos adequados para minimizar o risco de cegueira e deficiência visual”, finalizou o Dr. Ricardo Yuji Abe.

* Varma R, Ying-Lai M, Klein R, Azen SP, Los Angeles Latino Eye Study Group. Prevalence and risk indicators of visual impairment and blindness in Latinos: the Los Angeles Latino Eye Study. Ophthalmology. 2004;111(6):1132-40.


Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 21 empresas oftalmológicas, e mais de 2100 colaboradores e 750 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF, RJ e SC), fazem parte dos associados: Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), Hospital de Olhos INOB (DF), Hospital de Olhos do Gama (DF), Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), Instituto de Olhos Villas (BA), Oftalmoclin (BA), Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), Sadalla.Smart (SC), HCLOE (SP), Visclin Oftalmologia (SP), EyeCenter Oftalmologia (RJ), COSC (RJ), Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia – Unidade Paulista de Oftalmologia (SP) e HMO – Hospital Medicina dos Olhos (SP), resultando em 56 unidades de atendimento. Mais informações: www.opty.com.br.

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