Ministro descarta racionamento de energia em 2021

Partilhar:
Danntec Engenharia


O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que as projeções do governo federal indicam que o país vai atravessar a crise hídrica sem a necessidade de racionamento de energia.

— “Não trabalhamos com essa possibilidade porque tudo indica que nós temos o controle da situação. Todos os nossos modelos, nossos acompanhamentos indicam que não há risco de racionamento, de apagão, no ano de 2021”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

— O efeito imediato da crise é o aumento do custo da energia. Semana passada, a Aneel confirmou a aplicação da bandeira vermelha no patamar 2 em junho, com acréscimo de R$ 6,243 por 100 kWh consumidos. É o patamar mais alto do sistema de bandeiras tarifárias.

— O governo, diz o ministro, vai “intensificar” campanhas por economia de energia e buscar todas as fontes de energia disponíveis para preservar ao máximo os reservatórios das hidrelétricas e garantir o suprimento.

— “O que estamos fazendo é verificando todo o acervo disponível, particularmente as termelétricas, que podem ser a diesel, óleo combustível, gás natural e biomassa. Pretendemos dar previsibilidade para essa geração, para que esse custo seja o menor possível e com isso preservar os nossos reservatórios”, diz.

O presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), Mário Menel, concorda que o risco de suprimento este ano está sob controle. Mas o custo deve ser “muito elevado”.

— “Nós temos recursos energéticos que vão nos possibilitar passar o ano, mas se as condições hidrológicas não melhorarem em 2022, podemos ter dificuldade. Em 2021, vamos ter um preço muito elevado da energia, mas não acredito que aconteça um racionamento como em 2001”, disse ao Valor.

Na sexta (28), Jair Bolsonaro regulamentou os novos leilões de reserva de capacidade, nova modalidade de contratação de energia criada pelo governo federal com a MP 998, das tarifas de energia.

— Primeira concorrência está marcada para dezembro e, com isso, o A-6 (energia nova), originalmente previsto para este ano, está oficialmente cancelado.

— É também a modalidade de contratação da energia dos 6GW de térmicas a gás natural previsto na MP da Eletrobras, aprovado na Câmara dos Deputados com amplo apoio no plenário e que será discutida no Senado Federal nas próximas duas semanas.

O planejamento do governo federal é votar a MP 1031, que capitaliza a Eletrobras, em duas semanas para permitir que o texto volte para a Câmara com folga para que seja aprovada até 22 de junho, quando perde sua validade.

— A discussão no Senado, portanto, ocorrerá ao mesmo tempo em que há agravamento da crise hídrica.

Na semana passada, a instabilidade que levou a blecautes de curto prazo em diversos estados foi provocada por problemas no sistema de transmissão de Belo Monte. Em algumas regiões, o problema durou poucos minutos; a Aneel cobra explicações da transmissora BMTE. MegaWhat

Produção da OPEP+ em alta. A Platts Analytics prevê que a produção de petróleo bruto dos 19 membros do grupo crescerá 2,1 milhões de barris por dia em junho e julho, 980 mil barris/dia acima das cotas criadas em resposta à queda dos preços do petróleo.

— O encontro de ministros da OPEP+ está previsto para amanhã (1º). A atualização do acordo de controle de produção ocorre ao mesmo tempo em que EUA e Irã negociam a retomada do acordo nuclear, que pode representar um aumento do suprimento de óleo, com a retirada de sanções ao país.

— No lado da demanda, o verão no Hemisfério Norte combinado com o controle da pandemia nos EUA e Europa pode ajudar a manter o equilíbrio do mercado, diz a Platts.

— Além do relaxamento das cotas, a Arábia Saudita deve retomar a produção relativa aos cortes voluntários. Com o agravamento da pandemia em 2020, o país – maior exportador de óleo – cortou sua produção além dos volumes previamente estabelecidos.

Os preços do petróleo abriram nesta segunda em alta de cerca de 1%, mantendo a valorização da semana passada. O Brent avançou 3% na semana, fechando a US$ 68,72 o barril; o WTI valorizou 4,3%, a US$ 66,32 o barril. Estadão Conteúdo

Há um mês sem reajustar os preços dos combustíveis, a Petrobras está fazendo estudos “para ter previsibilidade no aumento de combustíveis”, disse Bolsonaro à apoiadores na semana passada.

— O presidente vem batendo na tecla da previsibilidade, mas nem o governo ou a Petrobras esclarecem quais medidas serão tomadas.

— Em comunicado ao mercado, a companhia informou que “na busca de executar sua política de preços monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço”.

— E que “os estudos e monitoramentos elaborados pelas áreas técnicas de comercialização da Petrobras suportam a tomada de decisão e a proposição de reajustes de preço, sendo observado permanentemente o ambiente de negócios e o comportamento dos seus competidores, visando um posicionamento competitivo adequado”

— Esse mês, uma associação de caminhoneiros, que defende o fim da política de paridade de preços, entregou um documento à Bolsonaro defendendo a taxação das exportações de óleo para subsidiar um programa de controle de preços do diesel.

Equatorial estreia em mobilidade elétrica. O grupo Equatorial Energia espera implantar ainda este ano estações de carregamento e postos para bicicletas e carros elétricos nas capitais de Piauí, Maranhão, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul.

— O primeiro projeto deve ser inaugurado em Teresina (PI). O grupo atende quase 10% do total de consumidores brasileiros e responde por 6,5% do mercado de distribuição de energia elétrica do país. epbr
Partilhar:

crise hídrica

eletricidade

energia

0 comentários: