Dia do Jornalista: Entenda a importância deste profissional para a manutenção da Liberdade

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No dia 07 de abril comemora-se o Dia do Jornalista. Entenda a importância deste profissional para a manutenção da Liberdade.


Surgimento da imprensa

Em 1445, um novo dispositivo foi o estopim para uma revolução que popularizou os ideais de liberdade no Ocidente: a prensa de Gutenberg. Uma máquina que permitia a reprodução de conteúdos antes feitos manualmente. Em poucos anos, exemplares podiam ser encontrados em várias cidades europeias.

Porém, no século seguinte, vários monarcas enxergariam a invenção como uma ameaça. Assim nasceram as primeiras medidas de repressão contra a imprensa.

Reações dos governos

Uma das primeiras reações, na Inglaterra, foi imposição de uma licença oficial para funcionar. O autoritarismo se agravou. A coroa inglesa ordenou a execução de William Carter devido à publicação de panfletos a favor da Igreja Católica. Em Nova York, o editor John Zenger foi condenado por difamação por ter divulgado informações sobre o então governador. Por fim, a imprensa foi proibida em diversos países.

Instituição da liberdade de imprensa

Apenas em 1776, a primeira lei garantindo o pleno exercício do jornalismo foi protocolada na Europa. O Freedom of Press Act, como ficou conhecido, aboliu o papel do governo sueco de aprovar o conteúdo impresso e permitiu que as atividades oficiais fossem tornadas públicas.

Desde então, os países que deram certo passaram a considerar a imprensa livre como um valor fundamental.

Liberdade de imprensa e liberdade econômica

Por causa do potencial de ideias veiculadas na mídia desafiarem o poder da velha política, autoridades ainda encontram formas de reprimir veículos de comunicação, o que pode acontecer, inclusive, sem uma censura explícita.

Há uma importante relação entre as liberdades individuais e a liberdade econômica. No ranking global de Liberdade de Imprensa, os países bem posicionados também são aqueles com bom desempenho em liberdade econômica segundo a Heritage Foundation.

A importância da imprensa livre

Instituições econômicas inclusivas possibilitam uma imprensa livre, cujo papel é denunciar ameaças à democracia e ao Estado de Direito. A sociedade bem informada, por sua vez, pode vigiar o poder político e se proteger das arbitrariedades do estado.

Não à toa, os veículos de mídia são conhecidos por comporem o quarto poder, ao lado de Legislativo, Judiciário e Executivo, como a Instituição fiscalizadora.

O papel da imprensa na história recente

No Brasil, a liberdade de imprensa possibilitou à população brasileira se informar sobre os bastidores do poder e os escândalos de corrupção que marcam a história do país.

Há 15 anos, por exemplo, as primeiras notícias sobre o Mensalão seguiram após um entrevista na imprensa. Mais recentemente, vimos de perto todo o desenrolar da Lava Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de empresários e políticos poderosos.

Desafios pela frente

Apesar disso, a liberdade de imprensa ainda não é um valor amplamente consolidado no Brasil. O País ocupa apenas a 94º colocação dentre os 199 países no que tange à atuação jornalística, segundo a Freedom House. O Brasil também não está bem no Índice de Liberdade Econômica, ocupando o 143º lugar. Ainda há muito o que fazer pela liberdade.

 Novas Tecnologias

O uso de ferramentas tecnológicas no dia-a-dia do jornalista facilitou a coleta de informações e agilizou a publicação das informações, trazendo notícias em tempo real ao público consumidor. A tecnologia digital propulsora da revolução transformadora do mundo nas últimas décadas impactou todos os processos de produção da sociedade contemporânea.

O jornalismo que compartilha sua matéria prima, informação, com a tecnologia não é exceção. Enquanto os tradicionais meios de comunicação que ainda buscam  reorganizar os seus modelos de negócios diante do novo cenário, novas formas de produção tratamento e distribuição de notícias e informações estão sendo criadas e experimentados em todo planeta. 

A revolução tecnológica que resultou na popularização das redes sociais impactam drasticamente a forma como nos comunicamos e também como as notícias são produzidas e transmitidas. Esse cenário vem trazendo mudanças às características do jornalista que deve estar cada vez mais antenado a informação e ao mesmo tempo mais responsável no momento de apurá-las e passá-las adiante com credibilidade.

O jornalismo desde o princípio esteve ligado às novas tecnologias apropriando-se das novas ferramentas para a difusão da informação no cotidiano das práticas jornalísticas que impulsionaram demandas emergentes como a instantaneidade, a interatividade e a convergência midiática.

Censura nunca é a solução

Alguns erros da mídia fazem com que muitos questionem a legitimidade desta liberdade, exigindo alguns “limites” à atuação jornalística.

Como qualquer instituição, a imprensa também está sujeita a falhas. Porém, apenas por meio do pleno exercício de suas funções, é possível que os veículos e profissionais da área aprimorem suas habilidades e ganhem confiança da sociedade. O veículo que perde sua credibilidade perde também seu valor.

Acreditamos em liberdade com responsabilidade. Esta liberdade garante à imprensa atuar livremente, arcando com as consequências de suas ações. É assim que funciona nos países que deram certo e é assim que teremos uma sociedade verdadeiramente livre.

Com informações do Novo e Uninter
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