A incrível semelhança entre Marchezan, Crivella e Dória

Partilhar:
Danntec Engenharia

Um país que necessita do exército nas ruas, é um país em guerra. Demonstra a ruína total do sistema social vigente.

Mas, acima de tudo, demonstra o claro resultado da campanha do ódio contra o povo, cuja herança foi a eleição de trigêmeos idênticos Marchezan, Crivella e Dória, em grandes capitais brasileiras.

A semelhança mais visível está no aumento escandaloso dos índices de violência e insegurança de Porto Alegre, São Paulo e, com maior evidência na mídia, do Rio de Janeiro que resultou na intervenção federal, com as tropas das forças armadas ocupando as ruas da cidade.

Entretanto, a semelhança não revelada na imprensa brasileira, mas que é a fonte de todos os males, está nos cortes em programas e políticas públicas que combatem a pobreza.

A opção dos trigêmeos ideológicos e políticos está na elevação os indicadores de miserabilidade e o menosprezo ao povo pobre, jogados nas vilas, favelas e comunidades sem qualquer interferência do Estado, dando carta branca para a ação de facções criminosas.

Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento sabe que onde o Estado não leva condições dignas de vida, é facilmente dominado pelo crime que, em troca da dominação de território, dá ao povo carente as condições que o Governo lhes nega.

No carnaval, o maior evento da cidade do Rio de Janeiro, que leva para a cidade é para o Brasil, uma gigantesca movimentação econômica e, mesmo com o Rio diante de uma das maiores crises econômica, política e de segurança pública, Crivella estava de "folguinha na Europa".

Em São Paulo, frequentemente as redes sociais revelam o que a mídia tenta esconder: agentes do prefeito Dória tratando moradores de rua como lixo, sendo expulsos das ruas centrais com jatos d'água fria, especialmente nos dias de rigoroso inverno.

Durante o carnaval, uma amiga me contou que conheceu Porto Alegre com as seguintes palavras: "Conheci tua terra e me decepcionei. Não imaginava encontrar uma cidade tão descuidada, com tanta pobreza, violência e que Porto Alegre fosse uma grande cracolândia".

Eu, que sempre me orgulhava de ter morado numa cidade que entre os anos de 1986 e 2005 foi se constituindo como a capital que levava às vilas a infraestrutura e as políticas sociais necessárias à cidadania. Me orgulhava de ser oriunda da capital mundial da democracia e da participação popular.

Senti uma imensa tristeza e vergonha alheia de um prefeito almofadinha que despreza seu povo e se pauta pela arrogância e pregação do ódio aos munícipes que ousam se levantar contra a destruição do patrimônio dos portoalegrenses e a bandalheira de cortes nos investimentos sociais.

Os brasileiros de Porto Alegre, do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de qualquer parte do país precisa se rebelar contra os políticos que claramente se vinculam ao compromisso dos ricos e poderosos.

O Estado não é e nem pode ser uma empresa privada que busca o lucro. Estado não é para lucrar. É para servir ao povo.

Portanto, tomem muito cuidado com o discurso de "austeridade fiscal" e de "Estado Mínimo", pois ele é a desculpa para cortar serviços do povo e entregar para os empresários ricos a exploração dos serviços e do patrimônio que é de todos nós.

Sônia Corrêa - 16/02/2018
Partilhar:

ATUALIDADE POLÍTICA

0 comentários: