Duas vezes na mesma armadilha

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Quando da passagem da ditadura para a redemocratização (84-86), as elites brasileiras tramaram uma armadilha para a população:

O moderado liberal Tancredo Neves concorria em eleições indiretas contra Paulo Maluf. Maluf era a preferência óbvia dos que apoiaram a ditadura, mas Tancredo tinha chances de ganhar no colégio eleitoral.

A cisão da direita, pelo pedantismo de José Sarney, urdiu a armadilha. Sarney (ex-ARENA e apoiador inconteste do regime militar) se juntava à chapa de Tancredo perfazendo o total para a vitória.
Em caso de vitória de Maluf os golpistas estavam tranquilos. Em caso de vitória de Tancredo bastava fazer empossar o vice (um opositor inoculado) e se mantinham todas as seguranças.

Tancredo teve um problema hepático-militar, entrou no hospital para fazer "procedimento simples" e nunca saiu.

Ao fazer sua sucessora, Lula abria a porta para mais três mandatos de governos progressistas. A armadilha foi urdida novamente. As elites apoiavam o projeto petista se e somente se Temer fosse o vice. Novamente o opositor inoculado. Em caso de vitória num segundo mandato, bastava fazer assumir o vice ..

...por quaisquer meios possíveis!
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