CEB em estado crítico

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É preocupante a situação da Companhia Energética de Brasília (CEB). Dados coletados pela equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg, indicam que, ao longo dos últimos quatro anos, a empresa destruiu cerca de R$ 800 milhões com prejuízos e provisões para perdas do grupo. Em dezembro de 2010, o patrimônio líquido era de R$ 714 milhões. Agora, está em R$ 107 milhões, apesar de em 2012, o Governo do Distrito Federal ter aportado mais de R$ 200 milhões na concessionária. 

 A ineficiência e o excesso de custos com funcionários e serviços de terceiros têm sido preponderantes para tal resultado. Há sinais claros de que a empresa paga benefícios demais aos empregados e contrata terceirizados a um custo acima da média de mercado. Não à toa, o último balanço da CEB mostra um passivo circulante de R$ 524 milhões. 

Pelas contas de especialistas, o patrimônio da CEB só não está negativo porque, há dois anos, seus executivos lançaram mão de um programa de reavaliação de ativos, que inflou os resultados em pelo menos R$ 70 milhões. É possível que, neste ano, recorram ao mesmo expediente para evitar problemas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Os analistas lembram que o atual governo do DF diz ter investido R$ 400 milhões na companhia energética entre 2011 e 2014. Mas, na verdade, R$ 150 milhões foram ligados à Copa do Mundo e não integram a base de ativos reconhecidos pela Aneel, que devem ser remunerados. Muito não se lembram, mas a CEB já foi referência no setor como modelo de gestão.


fonte: CB
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