Pix é usado em possível esquema de pirâmide

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As novas funcionalidades que o brasileiro inventa para o Pix não param de surgir. Desta vez, um possível esquema de pirâmide está viralizando nas redes sociais.

De acordo com o site Poder360, a tática consiste na criação de um grupo, normalmente no aplicativo WhatsApp, em que pessoas possam recrutar outros membros ao compartilhá-lo com amigos, conhecidos e seguidores nas redes sociais.

Cada um desses novos participantes têm de transferir uma quantia em dinheiro para seu anfitrião, entre R$ 1 e R$ 5. Depois disso, a pessoa é promovida a “administrador“, podendo repetir o processo com seus amigos e conhecidos.

Quando a capacidade de membros chega ao seu limite, um novo grupo pode ser criado para dar sequência ao esquema.

Vídeos divulgando os chamados “grupos de Pix” viralizaram no TikTok, chegando também ao Twitter e ao Instagram. Além disso, um aumento repentino nas buscas do Google relacionadas ao assunto foi registrado a partir de 6 de junho, sendo o Maranhão o estado com mais ocorrências.

O Banco Central alerta que é preciso desconfiar sempre que uma oferta parecer boa demais para ser verdade, como ganhar muito dinheiro chamando pessoas para transferirem valores sem motivo algum e ganhar uma parte desses valores.

“Nesse caso, não entre nessa e denuncie o esquema para a autoridade policial, que tem a competência legal para coibir esse tipo de crime”, orientou a instituição em posicionamento enviado ao Poder360.

Segundo a Express CTB, accountech com sede no Rio de Janeiro, as mensagens pedindo dinheiro pelo Pix através de aplicativos de mensagens estão no topo dos principais golpes envolvendo o sistema de pagamentos.

Em seguida, vêm: pedido de dados para atualização cadastral contendo as chaves Pix; ofertas de empréstimos; financiamentos e produtos; envio de cartas e e-mails falsos em nome do Banco Central e de outras instituições; e ameaças por ligações.

No TikTok, a hashtag #Pix foi bloqueada para buscas. Procurado pelo Poder360 para comentar o tema, o aplicativo não respondeu.

Essa não é a primeira vez que os brasileiros utilizam o Pix de uma forma inusitada. Em janeiro, o Baguete mostrou um caso de uso da plataforma para o envio de mensagens pessoais.

Na situação, uma mulher que foi bloqueada pelo ex-namorado em todas as redes sociais e apelou para o Pix para abrir um canal de comunicação, enviando sucessivas transferências de R$ 0,01 com mensagens pedindo desculpas por uma traição.

O Pix já atingiu a marca de 253,5 milhões de chaves cadastradas, com 87,6 milhões de cadastros feitos por pessoas físicas e 5,8 milhões de empresas. Entre novembro de 2020 e 31 de maio deste ano, foram feitas 2 bilhões de transações, movimentando R$ 1,4 trilhão.

Com informações do Baguete Diário
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