Petrobras está diluindo aumento nos preços do petróleo e combustíveis vão subir mais, diz Bolsonaro

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A exemplo do que ocorreu na semana passada no Ibovespa, a política de preços da Petrobras concentrou atenções. E, ao contrário do que ocorreu nos principais índices de bolsa do mundo, o Ibovespa fechou a segunda (8/2) em queda de 0,45%, aos 119.696 pontos.

— Os papéis preferenciais da empresa caíram 3,14%, enquanto os ordinários despencaram 4,14%. Isso mesmo após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter declarado em redes sociais e a seus apoiadores que não iria intervir na política de preços da Petrobras. Valor Investe

— Bolsonaro reclamou do lucro das empresas de distribuição e do varejo de combustíveis ao tratar da alta dos preços dos combustíveis nessa segunda (8). As declarações foram feitas às vésperas de um novo aumento nos preços do diesel, da gasolina e do GLP da Petrobras no ano, considerado pouco pelo mercado, que vê defasagem em relação ao mercado internacional.

— “O imposto federal é alto. O estadual é alto. A margem de lucro das distribuidoras é grande e a margem de lucro dos postos também é grande. Então tá todo mundo errado, no meu entendimento. Pode ser que eu esteja equivocado”, enumerou Bolsonaro.

Bolsonaro chegou a citar que a estimativa é que os preços do Brent cheguem a US$ 70 por barril e que que a Petrobras está “diluindo” o aumento no preço dos combustíveis e que outros virão.

— “Tem previsão de aumento do petróleo lá fora. Isso vem automaticamente para a Petrobras. A Petrobras está diluindo esse aumento, então outros reajustes virão”, afirmou em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no Brasil Urgente.

— O presidente defendeu que todas as partes devem buscar uma solução agora, antes de “um momento conturbado” no país. Ainda que fracassada, a tentativa de greve dos caminhoneiros na semana passada foi em boa parte motivada pelo aumento do preço do diesel, que não se refletiu em aumento do valor do frete. epbr

— Ao programa epbr entrevista, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o governo federal estuda a criação de um fundo para ser usado para compensar a variação no preço dos combustíveis, a partir da exportação de petróleo. De acordo com o ministro, a ideia está sendo avaliada como uma medida que pode ser implementada em curto prazo.

— “Hoje, o Brasil é o sétimo maior produtor de petróleo do mundo e também o sétimo maior exportador. […] Temos outra condição em relação a esses hidrocarbonetos que poderão utilizar parte desses recursos para um fundo de estabilização de preços”, explicou.

Bolsonaro volta a se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça (9). O presidente está cobrando publicamente a redução dos impostos federais sobre o diesel, mas o governo ainda não encontrou uma alternativa para compensar a perda de arrecadação.

Petróleo sobe de novo Aumentando a pressão por reajustes dos combustíveis pela Petrobras, os preços do petróleo avançaram 2% nessa segunda (8/2) e atingiram o maior nível em um ano, com o Brent superando US$ 60 por barril, impulsionados por cortes de oferta entre importantes países produtores e expectativas de novos estímulos econômicos nos EUA.

— O Brent avançou US$ 1,22 (2,1%), fechando a sessão a US$ 60,56 o barril, enquanto o WTI subiu US$ 1,12 (2%), para US$ 57,97 o barril. Ambas as referências alcançaram os mais altos patamares desde janeiro de 2020. Investing.com, com Reuters

Golden share para a Eletrobras. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmou que o governo poderá editar uma medida provisória (MP) para autorizar a capitalização da Eletrobras.

— A proposta poderia contar com a inclusão de pontos que vinham sido negociados com lideranças políticas no Congresso Nacional, como a golden share – ação de classe especial que garante poder de veto à União em decisões consideradas estratégicas.

— É uma forma de manter algum controle sobre a empresa, já que a intenção é vender a participação majoritária da União.

— “Evidentemente que temos que ter uma preocupação com a segurança energética do país. A golden share é uma coisa que foi discutida com o Congresso Nacional. Diria que está bastante amadurecida, e provavelmente vai fazer parte desse projeto ou medida”, explicou Bento Albuquerque. epbr

Nova MP até março. O governo pretende editar a medida provisória para criar a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear até março deste ano.

— “Estamos fazendo apenas análise dos aspectos jurídicos e da questão financeira, que nós não vamos gerar despesas. Isso tudo tem que ser muito bem equilibrado”, afirmou Bento Albuquerque.

No ano passado, o governo federal fechou uma minuta de medida provisória para a criação do novo órgão que deve fiscalizar as atividades nucleares. É uma resposta às exigências de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). epbr

Decretos da Lei do Gás O governo já está trabalhando nos decretos de regulamentação da Lei do Gás, que ainda precisa ser votada pela Câmara dos Deputados depois de voltar do Senado com alterações promovidas pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM).

— Albuquerque afirmou que decretos sobre a áreas de distribuição e transporte estão sendo trabalhados em conjunto com a ANP para que se ganhe tempo. Não haverá surpresas para o mercado, garantiu o ministro.

— “Estamos bem adiantados na elaboração dos decretos que serão decorrentes da lei do gás para que a gente ganhe tempo”, disse. epbr

Estreantes na B3 em caminhos inversos As ações da comercializadora Focus Energia e da produtora de açúcar e etanol Jalles Machado estrearam na B3 nessa segunda (8/2) em sentidos opostos.

— Os papéis POWE3, da Focus, fecharam em queda de 13,15%, a R$ 15,65, após chegarem à baixa de até 14,54% (R$ 15,40) no intraday. Já os ativos JALL3, da Jalles Machado, tiveram forte alta, de 8,92%, a R$ 9,04, ainda que longe das máximas de 20,36%, a R$ 9,99.

– A oferta da Focus Energia foi definida na última semana a R$ 18,02 por papel, abaixo da faixa indicativa de R$ 21,20 a R$ 28,60. A oferta da Jalles saiu a R$ 8,30 por papel, também abaixo da faixa estimada de R$ 10,35 a R$ 12,95. Infomoney

BNDES financia biogás O BNDES aprovou dois financiamentos para produção de biogás no interior de Goiás e no Paraná. Serão R$ 13,3 milhões para a Albioma Codora Energia, segunda usina de cogeração do grupo produtor de cana-de-açúcar Albioma, em Goiás, e R$ 10,1 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), do Paraná.

— A maior parte do apoio do BNDES – cerca de 98% do total direcionado às duas empresas – se dará com financiamento de recursos do Fundo Clima – subprograma Energias Renováveis, que conta com condições facilitadas para a implementação de projetos do gênero.

— A operação com a Albioma viabilizará a produção de biogás a partir da vinhaça da cana em Goianésia (GO). O empréstimo à Copacol possibilitará a construção de uma termelétrica a biogás a partir de resíduos de suínos, em uma unidade da companhia na cidade de Jesuítas (PR).

As operações se somam ao apoio do BNDES à Geo Elétrica Tamboara, também no Paraná, que ocorreu no mesmo modelo.

Biogás cresce 27% em 2020 O setor de biogás brasileiro apresentou crescimento de 27% em 2020 e escapou da crise que afetou diversos setores da economia por conta da pandemia de covid-19. Ao todo, 69 novas usinas passaram a operar no ano passado, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), Gabriel Kropsch.

— Para o executivo, o gás renovável é uma realidade não só em termos técnicos, mas também em relevância. “Estamos falando de um potencial de substituição de até 70% de todo o consumo de óleo diesel do Brasil. O biogás gera ainda uma economia entre 20% e 30%, quase R$ 1 por litro equivalente de diesel”, afirma. epbr

Aumenta satisfação do consumidor com energia Em 2020, o índice de satisfação dos consumidores residenciais de energia elétrica ficou em 74,9%. O percentual, divulgado nessa segunda (8/2) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energias Elétrica (Abradee), foi superior ao registrado em 2019, quando a satisfação dos consumidores ficou em 70,3%.

— Entre as regiões, a Sul foi a que apresentou o maior índice de satisfação: 82,1% no Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (ISQP), acima do apurado em 2019, quando o índice atingiu 78%. Em seguida aparece o Sudeste, com 75,1%, ante 71,2% registrado no ano anterior. UOL, com Agência Brasi
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