Carnaval 2020: reapresentantes de blocos carnavalescos participam de reunião no MPDFT

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Além dos representantes dos blocos, o Ministério Público já recebeu moradores e órgãos públicos para reuniões sobre o Carnaval 2020



Dando continuidade à série de reuniões para tratar sobre o carnaval de 2020, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) realizou nesta última quarta-feira, 29 de janeiro, encontro com representantes dos blocos carnavalescos. Além do procurador distrital José Eduardo Sabo, também estiveram presentes os promotores de Justiça de defesa do meio ambiente e patrimônio cultural Luciana Bertini Leitão e Roberto Carlos Batista.

No início da reunião, foram apresentados um breve relatório sobre a edição de 2019 e os diversos problemas ocorridos. Além disso, o Ministério Público destacou que não é contrário às festividades. O procurador defendeu que haja uma maior articulação entre a sociedade, os blocos e o Governo: “O carnaval deve ser tratado como uma política de Estado, evitando que questões tão complexas que envolvem a organização dos eventos, sejam tratadas com sazonalidade”.

Roberto Carlos Batista defendeu que a atuação conjunta das promotorias e da PDDC é de minimizar os impactos a todos os envolvidos. “Ninguém é contra o carnaval, que é, junto com as festas juninas, um dos únicos eventos a ocorrer em todos os entes federativos”, destacou o promotor. Já Luciana Bertini afirmou que o Ministério Público, durante o evento de 2019, esteve presente com promotores e equipes técnicas, em diversos locais para fiscalizar a atuação dos órgãos envolvidos.

Responsabilidade

Um dos representantes dos blocos carnavalescos, o presidente da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília, Jorge Cima, considerou “fora da realidade” o edital da Secretaria de Cultura do DF por passar às organizações carnavalescas responsabilidades que deveriam ser solidárias com o Estado. “A Secretaria nos coloca uma responsabilidade que não é nossa. O realizador do carnaval é o Governo”, defendeu.


Posicionamento parecido teve Jean Costa, vice-presidente do “Bloco dos Raparigueiros” que destacou a dificuldade de diálogo com o Governo, questionou a subjetividade do edital da Secretaria de Cultura e que os organizadores dos blocos são agentes culturais públicos e não privados.

Romildo de Carvalho, fundador do “Galinho de Basília” afirmou que o bloco não foi habilitado neste ano devido a atuação contrária de moradores das quadras onde tem sua tradicional passagem. Defendeu que o “Galinho” sempre foi tranquilo, seguro e que problemas como assaltos e falta de estacionamento para os moradores ocorrem diariamente nas Asas.

O procurador distrital afirmou que convocará o Secretário de Cultura para que sejam esclarecidos os pontos levantados na reunião. “O MPDFT busca harmonizar os interesses de todos e trabalhar os questionamentos trazidos pela população”, esclareceu a promotora de Justiça Luciana Bertini.

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