Bilhete Único: quase 1,5 milhão de pessoas usam o cartão no DF

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O Bilhete Único é usado por 1.462.832 passageiros do transporte público. Com a integração proporcionada pelo sistema, é possível fazer até três embarques dentro do período de três horas e pagar apenas a tarifa de R$ 5 por todo o trajeto. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Benefício permitiu, por exemplo, que passageiros do transporte público reduzissem tempo de deslocamento de casa para o trabalho, como a auxiliar de recursos humanos Cristina Amorim

A auxiliar de recursos humanos Cristina Amorim conseguiu reduzir o tempo de deslocamento de casa, na M Norte, para o trabalho, na Asa Sul, com o Bilhete Único, lançado pelo governo de Brasília em setembro de 2017.


A auxiliar de recursos humanos Cristina Amorim conseguiu reduzir o tempo de deslocamento de casa, na M Norte, para o trabalho, na Asa Sul, com o Bilhete Único, lançado pelo governo de Brasília em setembro de 2017. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

“Não tenho mais que esperar o ônibus específico até o meu destino. Posso pegar mais de um e consigo agilizar minha viagem fazendo escalas”, explica a usuária do programa há seis meses.

O Bilhete Único é usado por 1.462.832 passageiros do transporte público. Com a integração proporcionada pelo sistema, é possível fazer até três embarques dentro do período de três horas pagando apenas a tarifa de R$ 5 por todo o trajeto.

O instrutor de autoescola Maycon Luiz Sobrinho reduziu 30% do orçamento destinado ao pagamento de passagens. Para ele, a economia é o grande ganho. “Geralmente tenho que sair para resolver coisas rápidas. Muitas vezes gasto somente R$ 5 para fazer tudo”, conta.
A integração proporcionada pelo Bilhete Único possibilita fazer até três embarques dentro do período de três horas com a tarifa de R$ 5 por todo o trajeto

O bilhete permite que o cidadão utilize o ônibus, o metrô e faça a integração no sistema de transporte público coletivo de Brasília. São sete tipos diferentes de cartões, além do +Turista, que ainda não foi lançado.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) faz ajustes constantes na operação para trazer mais agilidade nas viagens, o que garantiu o aumento da procura por ônibus e metrôs.

Uma das medidas foi a instalação de 33 postos para recarga nas estações de metrô, nos postos do DFTrans, nos terminais do BRT e pela internet.

Outra ação foi a integração nos horários de pico, que oferece mais opções ao passageiro.

Além disso, para contribuir com a segurança, o conforto, a economia e a comodidade da população no sistema de transporte, houve:
  • ampliação no tempo de integração do Bilhete Único de duas para três horas
  • renovação da frota
  • criação de mais de 70 novas linhas e a readequação de outras 1,7 mil
  • entrega de 17 terminais rodoviários

Obrigatória em todos os ônibus desde maio deste ano, a biometria facial é uma ferramenta que está dentro do processo de utilização do Bilhete Único para evitar fraudes.

Desde a implementação, o governo de Brasília suspendeu 25.489 cartões de gratuidades.

A medida resulta em economia de mais de R$ 100 milhões por ano para o sistema. “O objetivo é dar a gratuidade a quem realmente precisa”, enfatiza o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno.

Valores das tarifas de ônibus no DF
  • linhas circulares R$ 2,25
  • linhas de curta distância R$ 3,50
  • linhas de longa distância R$ 5,00

Com o Bilhete Único, a cobrança é feita da seguinte forma para quem pegar:
  • uma linha de R$ 2,50 e, depois, uma outra de R$ 5: com o cartão, paga R$ 2,50 na primeira linha e, na segunda, será cobrado somente R$ 2,50.
  • uma linha de R$ 3,50 e, depois, uma outra de R$ 5: com o cartão, paga R$ 3,50 na primeira linha e, na segunda, será cobrado somente R$ 1,50.
  • uma linha de R$ 5, depois uma outra de R$ 3,50: com o cartão, a segunda viagem não será paga.

Medidas do Circula Brasília

O Bilhete Único faz parte do Circula Brasília, lançado em maio de 2016.

O primeiro programa de mobilidade do Distrito Federal, que prioriza o transporte coletivo e não motorizado, engloba mais de 80 ações de curto, médio e longo prazos.

  • Investimento de mais de R$ 50 bilhões em obras e ações voltadas à melhoria da integração entre os modais, a requalificação urbana, a adoção de novas tecnologias e a valorização da acessibilidade.
  • Mais de 700 mil pessoas foram beneficiadas com a entrega de 15 terminais rodoviários construídos ou reformados. As obras custaram aproximadamente R$ 55 milhões, financiadas pelo contrato de empréstimo firmado entre o governo de Brasília e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sobradinho é a próxima região administrativa a receber novo terminal.
  • Em relação ao metrô, estão em construção as Estações 106 e 110 da Asa Sul e Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Além disso, o projeto de expansão de 3,5 quilômetros de Samambaia, com duas estações, está na fase de cálculos.
  • O BRT Sul recebeu mais quatro estações: Catetinho, Ipê, SMPW (Quadra 26) e Vargem Bonita. Foram entregues 130 micro-ônibus à população e mais de 100 ônibus das empresas que operam o sistema.
  • Desde a Portaria nº 46, de 13 de julho de 2018, todas as concessionárias que operam linhas cujo itinerário inclua a EPTG ficam obrigadas a adquirir prioritariamente veículos dotados de porta de ambos os lados, motor traseiro ou central e piso baixo, quando do início do procedimento de substituição, renovação ou acréscimo de frota
  • O sistema recebeu nove ônibus ecológicos movidos a biodiesel B-20. Os veículos contam com piso baixo, ar-condicionado, câmbio automático, motor traseiro, carroceria moderna e velocidade controlada para 60 quilômetros por hora.
  • Entraram em circulação dois veículos 100% elétricos que reduzem em, aproximadamente, 46,8 toneladas a emissão de gás carbônico (CO²), o equivalente ao plantio de 343 árvores.
  • O Plano Cicloviário +BIKE foi lançado em 2017 com o objetivo de aumentar a segurança e o conforto de quem se desloca por bicicleta na cidade. A construção de ciclovia contínua e integrada ao sistema de transporte coletivo fomenta a mobilidade sustentável no DF.


Circulam no DF 2.816 ônibus — 213 articulados, 52 do tipo padron (aqueles que, além das portas dianteira e traseira, têm uma central), 2.166 alongados e 385 miniônibus/micro-ônibus.

O sistema de transporte coletivo público de Brasília está estruturado com 833 linhas, divididas em linhas:

  • troncais (que fazem ligação entre as regiões administrativas com o Plano Piloto)
  • circulares (que desempenham dupla função: deslocamento dentro das regiões administrativas e alimentação das linhas troncais)
  • perimetrais (que fazem a ligação entre as regiões administrativas)


São 41,7 mil viagens programadas: 21.286 em dias úteis, 12.486 aos sábados e 7.928 aos domingos.
Novas formas de deslocamento

Existem 500 bicicletas distribuídas em 51 estações no Plano Piloto. Nos últimos quatro anos, foram feitas mais de 1 milhão de viagens. São 78 mil cadastrados para utilizar o sistema.

Fonte: Agência Brasília
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