100 oficiais da ativa e da reserva se reúnem para discutir o golpe militar

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De acordo com as informações divulgadas oficialmente, a agenda do encontro foi “orientar” o grupo, garantindo um discurso de coesão nas Forças Armadas.

Como se já não bastassem todos os acontecimentos recentes, que mostram o risco iminente de uma intervenção militar, agora isso. Uma reunião com uma centena de oficiais da ativa e da reserva, com o objetivo declarado de promover uma coesão nas Forças Armadas. Tendo em vista que o General Hamilton Mourão, o primeiro a ameaçar abertamente a população brasileira com o golpe militar, não sofrerá nenhuma punição por parte das Forças Armadas, podemos imaginar que já existe uma coesão considerável dentro da alta cúpula do oficialato. Entretanto, uma reunião como essa mostra que está em marcha um processo de “aparar as arestas” e deixar as Forças Armadas mais afinadas e efetivamente preparadas para a intervenção militar.

O encontro foi promovido pelo chefe das Forças Armadas, o General Villas Bôas, retratado por muitos como um militar profissional. Conforme discutido na última Análise Política da Semana, é justamente com esses “profissionais” com quem devemos nos preocupar.

Este acontecimento somente reforça o acerto das análises e da política do Partido da Causa Operária. Não podemos assistir placidamente a direita orquestrar uma nova intervenção militar.

Esta reunião é mais um alerta para os trabalhadores , para a população pobre brasileira, organizações sindicais, os movimentos sociais, democráticos e progressistas, pois não se pode subestimar toda a movimentação de tropas que está acontecendo desde o vídeo divulgado de Mourão prenunciando um golpe militar.

É fundamental organizar todos os trabalhadores para lutar nas ruas contra a evolução militar do golpe de Estado, pois as consequências serão desastrosas e irreversíveis.

Fonte: DCO
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