Professores DF: concursados cobram nomeações do golpista e caloteiro Rollemberg

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Nomeações imediata, é isto o que cobravam orientadores educacionais aprovados no ultimo concurso em protesto organizado pelo Sinpro (Sindicado dos professores e orientadores do DF) no ultimo dia 13 em frente ao Edifício Phenícia.

O resultado do protesto foi mais uma promessa, dessa vez, de nomear míseros 40 dos 1.053 orientadores aprovados em 2014.

O sindicato aponta como prova da carência desses profissionais o estudo do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), executado entre 2014 e 2015, sobre Gestão da Oferta de Profissionais do Magistério da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, o qual denuncia uma carência de 20% de orientadores educacionais nas escolas públicas.

De acordo com esse estudo, “a oferta e distribuição dos orientadores educacionais não têm sido adequadas. Aproximadamente 20% (111) das 657 escolas do escopo desta fiscalização não possuem orientador educacional, sendo que 63.978 alunos se encontram totalmente privados da atuação destes profissionais. Dentre as 445 unidades escolares que possuem profissional orientador educacional, em 55,7% o quantitativo existente é inferior ao determinado pela SEEDF, havendo apenas 171 unidades escolares, cerca de 38% , cujo quantitativo de profissionais está alinhado. Das 113 unidades escolares que possuem turmas funcionando no turno noturno, cerca de 40% não possuem este profissional, Portanto, apurou-se um déficit total de 316 orientadores educacionais na rede pública de ensino do DF”.

Na contramão da necessidade imediata de nomeação de profissionais da educação, não só de orientadores, já que há uma carência de mais de 6 mil professores na rede, o governador Rollemberg aprofunda os ataques contra a educação seguindo caninamente a política golpista congelando o orçamento público destinado a esse setor há 3 anos, aumentando a contratação de terceirizados e dando o golpe do calote no reajuste anual do vale alimentação, amparado na Lei Orgânica 840, e da ultima parcela o medíocre acordo salarial de 2012.

Diante disso tudo é importante entender que desde o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma, em seu segundo mandato, modificou a correlação de forças entre a classe trabalhadora e os patrões.

Como parte de toda a ofensiva golpista, nos últimos três anos nenhuma categoria conseguiu vitória em suas reivindicações o que mostra a importância da intensificação da luta pela derrubada do golpe.

No DF, o governador Rollemberg intensificou sua ofensiva na medida em que o golpe avançou. Nestas condições, as reivindicações de nomeações assim como de pagamentos em dia de salários, de pecúnias e até do repasse do PDAF para as escolas, mesmo sendo muito limitadas e reduzidas, pois apenas garantiriam a manutenção de um sistema já sucateado, só poderão ser conquistadas se combinadas com a denúncia de sua política golpista de ataque generalizado aos trabalhadores servidores ou não do GDF.

A correlação de forças entre patrões e empregados precisa mudar e isso só acontecerá quando os trabalhadores associarem os ataques às condições de vida e de trabalho ao golpe de Estado.

Fonte: Causa Operária
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