Marina Silva lança candidatura a 2018 com alianças conservadoras

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Fundadora do partido Rede Sustentabilidade, a ex-senadora petista Marina Silva indica que será candidata em 2018


Ex-senadora e candidata derrotada nas últimas eleições, Marina Silva (Rede) confirmou, neste domingo, a sua candidatura. A decisão foi tomada um dia após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada. Ex-petista, Marina Silva segue em sua marcha para a direita e tenta atrair, para sua chapa, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Ela endurece o discurso contra a esquerda ao convidar também o ex-ministro da Corte Carlos Ayres Britto, para que concorra ao Senado.

Fundado por Marina Silva, o Rede entrou em rota de colisão com seus militantes em 2014

Marina Silva reuniu os principais líderes de sua legenda para uma avaliação sobre o quadro político brasileiro, com vistas a 2018. Com ar messiânico, mas sem apresentar uma definição clara sobre seu destino político, a cidadã acreana deixou antever que será candidata e precisa montar uma agenda neste sentido.
Marina x Lula

Em outra pista sobre seu posicionamento no quadro político, em recente artigo publicado em um diário especializado em economia, para assinantes, escreveu que “não custa nada responder à adequada provocação do filósofo e a do advogado romano (Sêneca), lançando mão da assertiva afirmação de outro filósofo, o francês Maurice Blondel, para quem ‘o futuro não se prevê, prepara-se”.

Sobre a disputa com o líder disparado nas pesquisas de opinião, o ex-presidente Lula, e o possível apoio do PMDB a um candidato tucano, Marina tenta se distanciar.

— Não posso acreditar que os dois partidos que governaram juntos, que patrocinaram juntos tudo o que está acontecendo, seja na crise política, na crise econômica, na crise social e na crise da Petrobras, um possa ser subtraído como o problema e o outro possa ser ungido como a solução — concluiu.

Fonte: Correio do Brasil
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