Não dêem a Boff uma fala que ele não fez

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Duas pessoas replicaram este texto do Leonardo Boff.
Ambas capacitadas intelectualmente e ambas politicamente fizeram o impensado.

O texto que é replicado é de uma jornalista estrangeira que toma as delações como verdade. Ela o faz para todos por isto seu texto não é desonesto (como os da mídia brasileira). Entretanto, apesar de não ser desonesto o texto não é correto.

Boff não fala de Lula. Boff não replica as críticas da jornalista. Se limita a apresentá-las. Boff declara que nunca apoiou partidos mas sim ideias. E o texto versa em 90% contra o governo atual.

Apesar disto, algumas pessoas estão replicando como se "boff atacasse lula". O que é totalmente errado.

Além, dos argumentos estapafúrdios para sustentar este ponto (ouvi absurdos como "ele replicou o texto e não concorda com ele" ... ora eu replico textos que não concordo, que não concordo 100%, que não concordo 50% ... enfim) ...
voltando, além dos absurdos e errados argumentos. Este texto esta sendo replicado em páginas de direita como se "lula estivesse ficando sozinho".

O lugar político do texto no Brasil atual é péssimo. E quem o replica se dizendo "de esquerda" ou é ignorante quanto a estes fatos ou está agindo de má fé.

Quer TODA a esquerda aceite ou não, Lula É A ÚNICA chance que se tem de mudar o que está aí (ainda que não estruturalmente) sem violência. Ciro Gomes fará menos votos que bolsonaro e Haddad não conseguiu ganhar sequer onde fez o melhor trabalho da história, em SP.

O PSOL não tem alternativa alguma, nenhum de seus políticos conseguiu ou consegue romper a barreira do elitismo político que é uma bandeira do PSOL.

Tenho certeza que um velho homem de mais de 70 anos tendo perdido a esposa e sendo perseguido como está teria o maior prazer em apoiar qualquer candidato de esquerda que chegasse a 20% dos votos sozinho.

Mas a esquerda brasileira, esta mesma que cinicamente cobra "autocrítica" do PT e agride "Lula" não foi capaz de se fazer eleitoralmente viável. Então não posem de "salvadores da pátria"

Sejamos pragmáticos. E realistas. Ou é irmos às armas ou é apoiar uma solução "reformista" e se ela ganhar ficarmos 4 anos na vigilância.

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