JN falando que Marconi foi denunciado no STJ por corrupção passiva

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“A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pelo crime de corrupção passiva. A PGR afirma, que com a posse de Marconi, os contratos da construtora Delta no estado, passaram de R$ 5 milhões para R$ 70 milhões de reais, e que dirigentes da empresa deram R$ 90 mil reais de propina ao governador, por meio de pagamento de uma dívida de campanha.

A assessoria declarou que não há qualquer fundamento para a abertura de uma ação penal, e que o governador está convicto de que o caso será arquivado.

Também foram denunciados por corrupção ativa, Fernando Cavendish, dono da Delta, Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora e Carlinhos Cachoeira. Nós não conseguimos contato de Cachoeira e de Cláudio Abreu, a defesa de Cavendish não quis se manifestar”, Essa foi a notícia destacada pelos Jornalistas Willian Bonner e Renata Vasconcellos, da bancada do Jornal Nacional da emissora Rede Globo, ontem, quinta-feira, 30 de março de 2017.

MATÉRIA COMPLETA DO PORTAL G1

MPF denuncia Marconi, Cachoeira e 2 diretores da Delta por corrupção
Peça diz que governador obteve vantagem indevida para viabilizar contratos.
Assessoria do político alega que ‘não há fundamento’ para abrir ação penal.


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução/GloboNews)

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por suspeita de receber vantagens indevidas para viabilizar contratos do poder público com a Construtora Delta durante seu 3º mandato, entre 2011 e 2012. Além dele, também foram denunciados o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, presidente do Conselho de Administração da empresa, e Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta, todos por elo com o esquema.

Perillo foi denunciado pelo crime de corrupção passiva e os outros três, por corrupção ativa.

Em nota à TV Anhanguera, a assessoria de imprensa de Perillo disse que não há qualquer fundamento para a abertura de uma ação penal e que o governador está convicto de que ela será arquivada antes da instauração do processo legal. Ainda conforme o comunicado, a denúncia sequer foi comprovada e dos quatro fatos investigados à época, em três ocorreu pedido de arquivamento.

Ao Jornal Nacional, a defesa de Cavendishi disse que não vai se pronunciar em relação ao caso.

O G1 tenta contato com as defesas de Cachoeira e Abreu, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

A denúncia é assinada pelo vice-Procurador-Geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Segundo o documento, Cachoeira, Abreu e Cavendish pagaram, em duas parcelas, uma dívida de R$ 90 mil do governador com o marqueteiro Luiz Carlos Bordoni.

O G1 tenta contato com Luiz Carlos Bordoni.

Os dois depósitos, de R$ 45 mil cada, foram realizados em abril e maio de 2011, conforme o MPF. Em troca, de acordo com o órgão, Marconi Perillo garantiu o aumento de valores dos contratos da Delta com o governo, mesmo os acordos não sendo financeiramente benéficos à administração estadual.

Os valores foram pagos, conforme a denúncia, por meio de depósitos de duas das 18 empresas fantasmas constituídas por Cavendish e Abreu para fazer o repasse de verbas ilícitas e lesar os cofres públicos. Ficou constatado, conforme a investigação, que estas instituições movimentavam milhões mesmo sem ter um único funcionário.

Com a quitação dos débitos, o governador, segundo a ação, pôs em prática aditivo de contrato com a Delta em serviços para a Segurança Pública. O trato aumentou o valor do acordo de R$ 66 milhões para R$ 75 milhões. A medida fez com que o número de veículos cedidos pela empresa subisse para quase 2 mil.

Para o MPF, a forma como os carros foram locados foi desvantajosa em termos de economia. Se os bens fossem adquiridos, ao invés de alugados, o estado gastaria pouco mais de R$ 39 milhões, quase a metade do montante acordado.


Abreu e Cavendish também foram denunciados pelo MPF (Foto: Sílvio Túlio/G1 e Reprodução/Globo News)

Operação Monte Carlo


Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal.O nome dele aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro de 2012, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.

Desde então, Cachoeira já foi condenado pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. A última condenação foi no dia 23 de setembro, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão. Ele responde aos crimes em liberdade.

No dia 30 de junho de 2016, Cachoeira foi novamente preso, no condomínio de luxo onde mora, em Goiânia, durante a Operação Saqueador, deflagrada pela Polícia Federal. A ação teve como objetivo prender pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. Ele foi solto no dia 17 de agosto para cumprir pena em casa, em Goiânia.

Fonte: G1
Fotos: Reprodução 
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