Batalha na tevê começa nesta terça (21)

Partilhar:
Danntec Engenharia

Os candidatos vão estrear na tevê e no rádio nesta terça-feira. Concorrentes ao Buriti, ao Senado e à disputa proporcional se preparam para apresentar realizações e, principalmente, fazer promessas ao eleitorado

Uma das principais etapas da corrida eleitoral, a propaganda no rádio e na televisão vai começar amanhã e promete tornar mais próxima a relação entre o eleitorado e os candidatos. Muitos produtores e concorrentes ao Palácio do Buriti passaram o fim de semana ajustando os detalhes das primeiras inserções. A propaganda em bloco, divulgada em todas as emissoras simultaneamente, consumirá 100 minutos por dia da programação diária do rádio e da televisão. Além disso, as inserções diárias, com 60 minutos no total, serão distribuídas nas quatro faixas de audiência entre todos os candidatos.

Pela legislação eleitoral, na disputa para qualquer cargo, parte do tempo é distribuída de forma igualitária, mas cada partido ou coligação também conta com um acréscimo proporcional à sua representatividade na Câmara dos Deputados. Na corrida à Câmara Legislativa, por exemplo, o tempo igualitário para cada coligação é de 21 segundos, mas o PT, que conta com o maior número de deputados federais, terá outros 2 minutos e 12 segundos disponíveis. Somado esse tempo ao 1 minuto do PP, a coligação entre os dois partidos é a campeã de disponibilidade de tempo, com 3 minutos e 34 segundos.

Para a disputa à Câmara dos Deputados, cada partido ou coligação terá, pelo menos, 55 segundos à disposição. A coligação Respeito por Brasília (PRB, PP, PT, PSC, PCdoB e Pros) ficou com a maior parcela de tempo, com 6 minutos e 36 segundos. Para o Senado, o tempo igualitário será de 25 segundos e para o governo, 1 minuto e 6 segundos. Em todos os cenários, PCO, PSTU e PCB terão direito apenas à cota mínima oferecida aos partidos.

Como a propaganda na tevê e no rádio também é espaço para a troca de acusações e críticas políticas, cada partido ou candidato poderá ajustar suas programações para responder aos adversários. As inserções de televisão que serão divulgadas na faixa horária entre as 13h e as 13h50, por exemplo, podem ser entregues à Justiça Eleitoral até as 16h do dia anterior à veiculação. Para o período noturno de propaganda, entre as 20h30 e as 21h20, os arquivos devem ser entregues até as 10h do mesmo dia.

Candidata ao governo, Perci Marrara (PCO) aposta principalmente nas caminhadas e no contato direto com o eleitorado. Com apenas 1 minuto e 6 segundos disponíveis para a propaganda gratuita, ela reclama da distribuição de tempo e do espaço dado ao PCO nos debates entre candidatos. “Na tevê, vamos manter a nossa defesa em prol da mobilização dos trabalhadores. Somos pequenos, então nossa campanha é feita com nossos próprios meios e esforços”, reclama. 

Ainda sem ter decidido os locais das gravações, Perci também valoriza o espaço. “É muito pouco, mas entendemos que é uma oportunidade de chegar a um público mais amplo e de tornar mais conhecidas as propostas do partido, aonde talvez apenas pelas nossas forças não chegaríamos”, afirma.

Os demais candidatos ao governo não deverão trazer fórmulas muito inovadoras para a tevê e devem fazer mais do mesmo: apresentar-se, mostrar o que já fizeram e o que pretendem fazer, uma vez eleitos. A polarização deve girar em torno de Agnelo Queiroz (PT) e de José Roberto Arruda (PR), cada um comparando sua gestão com a do outro. Pitiman (PSDB) e Toninho (PSol) vão utilizar as primeiras propagandas para mostrar suas características pessoais, enquanto Rodrigo Rollemberg (PSB) alterou sua programação para fazer uma homenagem ao amigo e ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo na última quarta-feira.

Senado

O candidato ao Senado José Antônio Reguffe (PDT) ainda não contratou o serviço de produção e gravação de suas veiculações. “Eu mesmo criarei os meus programas, assim como fiz nas outras eleições em que concorri. Prefiro conteúdo sem muito marketing. Tem que ser simplesmente com o candidato falando suas ideias e propostas”, sugere. Com 1 minuto e 51 segundos disponíveis no rádio e na tevê, Reguffe vai manter a linha de diálogo que já lhe é característica diante do eleitorado. “Para mim, o certo é um programa propositivo, reafirmando compromissos que, uma vez eleito, vou cumprir um a um”, defende.

Na mesma corrida à vaga de senador, Geraldo Magela (PT) está em fase de finalização dos roteiros de seus programas, que terão 3 minutos e 50 segundos. Para Magela, diferentemente de outros meios de campanha — como a internet ou as caminhadas, onde o candidato deve manter uma comunicação constante —, na televisão ele deve ter sempre em mente sua própria apresentação. “A tevê e o rádio são os espaços mais importantes para fazer o debate, mas não são os únicos. Na rua, o contato é direto, assim como nas redes sociais, mas na televisão são apenas 45 dias. É diferente”, opina. Ele também aposta na veiculação de depoimentos em apoio ao seu nome. “Vou trazer a população e autoridades públicas para mostrarem seu apoio”, revela.

Proporcionais

As inserções do candidato a deputado federal Alberto Fraga (DEM) vão se concentrar nas propostas de segurança pública, mas ele ressalta que poderá utilizar os 68 segundos que tem para responder a críticas direcionadas ao seu partido ou à coligação. “Na televisão, o candidato tem que fugir do trivial e tentar fazer algo diferente. Eu tento fazer isso e, por exemplo, colhi o depoimento de um cidadão que já foi assaltado 11 vezes para saber o que ele pensa sobre a segurança pública”, ilustra. “Nesse tempo também vai dar para alfinetar quem defende bandido”, exemplifica. O candidato, que também promete tratar de outros temas, já gravou seu primeiro programa, que vai mostrar aspectos de sua vida pessoal.

Filho do ex-presidente da Câmara Legislativa do DF Leonardo Prudente, Rafael Prudente (PMDB) entrou na política, em suas próprias palavras, por vocação. “Nos últimos 10 anos, acompanhei meu pai e a política no DF. Isso me faz feliz e, agora, gostaria de contribuir com quem que não teve a mesma oportunidade que tive na vida”, afirma. Apesar das acusações contra o pai — que supostamente recebeu propina em troca de apoio político —, Prudente, em seus 15 segundos de inserções, vai se concentrar em propostas, inclusive de incentivo a micro e pequenas empresas. “Não tenho que reverter a imagem de ninguém. Meu nome é Rafael Prudente e tenho meus próprios projetos”, argumenta. 

Em busca do voto

A exposição de cada candidato:

Agnelo Queiroz (PT) – 7min58s

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 3min59s

Arruda (PR) – 3min06s

Luiz Pitiman (PSDB) – 2min37s

Toninho (PSol) – 1min11s

Perci Marrara (PCO) – 1min06s

Partilhar:

eleições

Opine: